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sexta-feira, 8 de junho de 2012

O que os malditos crentes desejam?


Afinal, o que os malditos crentes desejam?

Sempre por perto, feito corvos, sempre calados, com seus filhos quietos e comportados, visivelmente tolhidos, que só abrem a boca para causar problemas nas aulas de ciências e que insistem em responder as provas da forma errada, preferindo tirar zero, mesmo depois de serem convidados junto com seus pais a comparecer a sala do diretor.

Nunca permitem que seus filhos participem das programações da escola, simplesmente não os deixam ir, sem a menor explicação, mesmo às mais simples datas comemorativas, as mais banais.

Nunca permitindo que seus filhos saiam à noite como crianças e adolescentes normais,  permitindo que vão a igreja, igreja, igreja, quase todo dia, sábado, quarta...domingo. Sempre a mesma desculpa para não participar... eles têm que ir á igreja.. têm que ir à igreja.

Sempre com aquelas roupas monocromáticas, muitas vezes ridículas, com penteados velhos e coques horrorosos, que os tornam mais sem graça ainda. E sempre lendo o mesmo livro, e falando sempre a mesma coisa, seja lá qual for o problema que comentemos ...”vamos orar”...”vamos orar”...

Se levantando no meio da noite, mesmo que tenham que sair às 5 da manhã, pra orar, como se não pudessem fazer isso de dia, e como se isso não bastasse, param ao meio dia pra orar também.

Com aquele ar arrogante pedindo que você aceite o convite e entre num ônibus mal cheiroso e velho, par ir à igreja de novo, mas mesmo sabendo que a gente sempre diz Não, eles parecem não se importar com isso e vão sozinhos de novo, sem parecer se importar com a nossa recusa. Mas sempre nos chamando.

Vivendo num mundinho isolado, onde, seja passando bem ou passando aperto, a razão é sempre a mesma, mesmo quando tá na cara que não tá nada bem, dizendo que “Graças à Deus, está tudo bem”...

Sempre contra a modernidade, a liberdade das mulheres, o direito dos outros, têm sempre uma opinião contrária às coisas, mas nunca discutindo, nunca se exaltando, saindo sempre  no meio da discussão calados e com uma calma irritante, típica deles.

Afinal, o que os malditos crentes querem? Que aceitemos que as pessoas não podem fazer o que bem entendem? Que eu não possa decidir o que fazer da minha vida? Eles têm vida própria, afinal, se pra tudo eles têm que consultar o velho livro preto, como se fosse jogo do bicho? O que eles não conseguem entender? Por que eles não conseguem entender nada, nunca?

Sempre  achando a coisa mais normal pregar na praça quando ninguém quer ouvir aquilo, o pastor e o pingo, como dizia Cazuza?

Acham legal pra tudo que se fala, responder “A Bíblia diz...” “A Bíblia diz...”, sem nunca responder por si mesmos, sem opinião própria, empurrando a responsabilidade de tudo para um livro sebento?
Achando normal andar no sol do verão, derretendo por dentro, sempre num mesmo terno marrom cafona, todos os domingos de manhã e à tarde também?

Sempre separados dos outros, do mundo normal, sempre com uma conduta distante, com uma opinião irredutível, sempre sozinhos, sempre andando juntos, como uma manada de ruminantes mudos, mesmo que sempre solícitos, quando os procuramos para, no final, ouvirmos deles a mesma resposta, vinda do mesmo lugar, para toda e qualquer pergunta que viermos a fazer?


O que eles querem, afinal? O que os malditos crentes querem, afinal?

Talvez o PG consiga te explicar o que os crentes tanto perseguem. Os crentes só querem isso.
Talvez  letra desta música possa  te dizer alguma coisa sobre os malditos crentes.




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