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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Ataque Aberto: UMA RESPOSTA DO CLUBE MILITAR AO COMANDANTE DO EX...

Ataque Aberto: UMA RESPOSTA DO CLUBE MILITAR AO COMANDANTE DO EX...: O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR: “SEM SAÍDA” Gen Gilberto Pimentel Presidente do Clube Militar 12 de dezembro de 2016 Quem não vi...

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A MORTE DAS NAÇÕES E A MORTE DA LIBERDADE

  tão importante que foi trazido pra cá de http://tradutoresdedireita.org/a-morte-das-nacoes-a-morte-da-liberdade/


A morte das nações, a morte da liberdade


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[*] Por Joseph Pearce
Existem muitas maneiras pelas quais as liberdades a que não damos importância estão sendo retiradas de nós. Uma das mais notórias é a forma como o crescimento do globalismo tem conduzido o desgaste contínuo da soberania nacional.
Isso importa? As nações são realmente necessárias em uma economia cada vez mais globalizada? Estariam elas prontas a seguir o caminho dos dinossauros?
Eu responderia tais questões delineando uma analogia com a importância da lei, como defendido por Thomas More na peça de Robert Bolt, “A Man for All Seasons” (Um Homem para todas as Estações):
“E quando a última lei fosse derrubada e o diabo te cercasse – onde te esconderias, Roper, uma vez que todas as leis estariam sendo esmagadas? Este denso país estabeleceu-se por meio de leis de uma costa a outra – leis dos homens, não leis de Deus – e se as cortasses, tu realmente pensas que poderia permanecer em pé diante do temporal que viesse em seguida? Sim, eu daria ao diabo o benefício da lei, para minha própria segurança.”
O que isso tem a ver com a existência das nações e sua soberania política?
A questão é que as nações servem para as mesmas funções que as leis. Se nós abolimos todas as leis, não teremos a liberdade, como os anarquistas acreditam, mas a tirania. Na ausência da lei, o mais forte devora o mais fraco. Semelhantemente, se nós abolirmos todas as nações, ou corroermos seu direito soberano de autodeterminação, não teremos uma comunidade internacional de cidadãos do mundo, como os globalistas acreditam (ou dizem que acreditam), mas sim uma tirania globalista na qual as mais poderosas organizações, instituições financeiras e impérios políticos terão rédeas soltas e carta branca.
Que tipo de liberdade política será deixada para o homem comum nas ruas, quando todos os governos e todo o poder estiverem centralizados em organizações globais? Que voz ele terá? Quem irá ouvi-la?
Modificando as palavras de Thomas More, quando o último governo nacional desabar e o diabo, também chamado de Big Brother, cercar você – onde você se esconderá, se todas as nações estiverem esmagadas? Esse mundo plantado profundamente pelas nações de leste a oeste, e se você as corta….. você realmente pensa que poderia permanecer em pé diante do temporal que viria em seguida?
jv7curmort4-movieposter_maxresAs organizações globais e instituições financeiras globais querem um campo de atuação nivelado, sem os obstáculos incômodos que as nações apresentam a elas, assim como suas leis. É do interesse delas que a soberania nacional deva ser corroída. É por esse motivo que os globalistas apoiam domínios políticos tirânicos, tais como a União Europeia, que corrói a soberania dos seus Estados-membros. É muito mais fácil para os globalistas negociar com [um número] relativamente pequeno de impérios multinacionais a lidar com uma imensidão de nações individuais. As nações têm que ser sacrificadas no altar de Mammon para que Mammon possa tê-las ao seu dispor. As pequenas nações devem ser esmagadas e, com elas, muitas das pessoas simples que vivem e apreciam sua liberdade e cultura locais.
No livro 1984de George Orwell, o mundo foi dividido em três monstruosos impérios: Oceania, Eurásia e Lestásia. Cada um deles é uma tirania na qual as nações deixaram de existir e os seus indivíduos foram reduzidos a figuras impotentes e alienadas, privadas de toda a liberdade. Esse é o destino que nos aguarda caso consentirmos com os globalistas destruindo a liberdade nacional em nome da Globalização.
[*] Joseph Pearce. “The Death of Nations, the Death of Freedom”. The Imaginative Conservative, 12 de Julho de 2016.
Tradução: Walkiria Mello
Revisão: Renan Poço

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Os reis de Dogtown do Kayak


Não tenho o costume de me vangloriar de alguma coisa que tenha feito.
Não costumo ter vaidades que me tragam nada além de um mero e momentâneo sorriso na face.

Hoje me encontrei com o Fosk. Ele me obrigou a ver algo que existiu o qual eu tenho o dever de me  orgulhar. Algo que conquistei e que ele esteve lá para me ajudar a conquistar.

Somos, no Kayakfishing do Rio de Janeiro, temos , no Kayakfishing do Rio de Janeiro o mesmo prestígio que tiveram os "Reis de Dogtown". Fomos os primeiros. Fomos os precursores. Tivemos um estilo insuperável e o nosso legado permaneceu. O filme abaixo torna isso inegável, estando eu ou os outros dinossauros por lá ou não. Querendo ou não, aceitando ou não. E eles sabem quem são e não podem negar.

video





       Hoje disse para ele que havia duas coisas que eu trouxe para o grupo que  agora me trazem uma excelente lembrança: uma me recorda tempos de alegria e me foi dito pela boca do meu filho Leonardo, quando comprei meu primeiro Kayak. ele, impaciente como toda criança de 5 anos me apressou dizendo: "Vamo cair, papai!"
Não consegui dissociar esta expressão do Kayak desde então. Sempre chamei e convoquei o grupo desta forma, passamos a conjugar o verbo cair de uma forma mais agradável que a usualmente adotada por todos. Cair, caída, este tipo de expressão se tornou comum entre nós.


      A outra expressão veio em um tempo mais complicado. Mudanças (e mudanças são necessárias, não nego) fizeram que alguns de nós ficassem confusos sobre o que éramos e o que estávamos fazendo. Quem se lembra bem disso e não me deixou esquecer foi o Niko, que no momento em que falei, concordou e frisou a certeza do que eu disse, "No kayak, somos espíritos livres". Sim, somos.

 E por este motivo estaremos sempre nos reconhecendo e nos reencontrando, pois espíritos livres se comprazem no reencontro. Esse é o nosso jeito. Esta é a nossa maneira de ser.

Somos os donos do kayakfishing do Rio de Janeiro e os paulistas, os mineiros, os caras de Brasília e do nordeste sabem que somos e admitem rindo do nosso inconfundível jeito de ser.



Tentei entender o porquê  somos assim na literatura científica e cheguei a ver nosso estilo, nosso comportamento mimetizado na "competição altruística", onde, em resumo, um sempre quer ajudar mais que o outro, muitas vezes comprando coisas que "ficarão melhor nas suas mãos do que na minha", como o Eduardo Marques fez uma vez, me dando, enrolada numas sacolas plásticas de supermercado (com medo de que eu não aceitasse, jogou no banco traseiro do carro e me ligou pra avisar) uma carretilha Quantum Kevin VamDam, de 200 dólares.

Achou estranho? Ganhei um Kayak do Elias Lemos, da Lontras (que me pediu sigilo , que hoje desfaço pra honrá-lo como merece, pois este sim é O CaRa em se tratando em kayaks no Brasil). Elias ama, estuda e faz o que está em seu alcance para desenvolver o Kayakfishing com toda a propriedade e paixão que eu nunca vi  em nenhum fabricante.
Não me cobrou nem o frete, de São paulo pra cá.

A propósito, doei o kayak que ganhei. Sonho de muita gente era ter um Barracuda.
Justificativa?: Alguém precisava mais que eu. E eu não tenho duas bundas pra sentar, logo, Bastava ficar com o Amaguk.

(Não vou poupar ninguém, hoje. Culpem o Fosk).

O Frank Downs colocou uma foto do Amaguk na OLX, à venda. Obviamente choveram ligações, pois ele colocou um preço irrisório.

Obviamente eu também não sabia que meu kayak estava à venda.


Sei que não somos perfeitos, longe disso. Sei que tivemos problemas, amigos que se foram, falsos amigos, mas cuidamos uns dos outros (o Ed sabe muit bem disso, né filhão?  O nosso Amarílio está no céu, como prova disso. Você tornou seus dias finais muito mais felizes, recebendo a gratidão da sua família, que antes não nos conhecia).

Lembro do Niko sequestrando o Amarílio, que não entendia nada... "por que estes malucos que me conheceram hoje estão me levando, bancando minhas contas, bancando meu transporte, hospedagem e comida, levando um kayak pra que eu pesque se quiser, me buscando em casa a essa hora da madrugada?  ELES NEM ME CONHECEM!".


Provavelmente devo aumentar este texto, pois gente maluca e com este espírito livre estiveram presentes e construíram algo que tenho obrigação de me orgulhar, pois foi único e bom e ajudou pessoas, e ajuda até hoje. Muita coisa a ser dita, mas por hoje, 24 de Outubro de 2016, vou tentar explicar isso com mais um acontecimento memorável, e que é característica de pessoas que fizeram do kayakfishing no Rio de Janeiro algo único, atípico e impossível de copiar:

Era uma vez um grupo de malucos de kayak no início. Eles viviam juntos, pescando ou não. Certo dia me pediram para tentar arrumar com um fabricante de kayaks em São Paulo (Elias Lemos, de novo...sempre ele...) um brinde, pois SIC "QUERIAM FAZER UMA COMPETIÇÃO DE PESCA EM KAYAK".
Conhecendo este povo e sabendo bem quem são, não levei fé, mas pedi e o Elias mais uma vez ofereceu um kayak novo! Para prêmio desta competição. vai vendo...

No dia marcado, muitos haviam chegado em Junqueira bem cedo, aguardávamos a hora de largada, regras decoradas e tudo mais.
Faltava uma hora pra sair... meia hora pra sair, quando uns dois ou três gritaram:" _ Que se dane o campeonato! Eu vou é cair! E agora!".  Naturalmente foram desclassificados.

Dada a largada, começaram os trabalhos, quando alguns gritaram: " Que se dane o campeonato! Estamos com fome!" E foram para a churrasqueira, abandonando a prova. Desclassificados.

No final das contas, todos saíram da água antes da prova acabar, foram pro churrasco na praia, dispersaram pra água, saíram da área de prova ou ficaram pescando até depois da prova acabar. Ninguém se tocou que bastava trazer um peixe, um mísero peixe no fim da prova que ganharia um kayak novo da Lontras Caiaques. Ninguém.

Algum tempo depois, alguém perguntou:    "E aí?  Quem ganhou a prova?". Começamos a rir alto, sem parar

Nós somos assim e isso é motivo de orgulho. Gente assim colocou o Kayakfishing no Rio de Janeiro e ninguém pode dizer que não e nem tirar isso de nós.


Abaixo um texto antigo, final de 2014. Poderia substituir o texto acima. Mas o Fosk merecia um texto novo hoje, depois de nos reencontrarmos.



Respondo um chamado de um amigo pescaiaqueiro agora. Pescaiaqueiros se conhecem.

Não vim para discutir clube.  Vim para falar de um grupo. A existência do clube já foi mais do que avaliada por todos, foi sabiamente observado suas consequências normais e agradáveis, bem como suas consequências problemáticas. Já que estamos aqui sem a necessidade de um jurídico ou de um regimento interno, venho falar sobre um grupo.

Em 2008 o Zen observava um velho em Junqueira se atirar no mar com um mistral e um caniço/rede. Já conversava com paulistas sobre pesca de kayak e a idéia cresceu sozinha em sua mente.

2008. Niko, que já tinha entrado um dia num mistral, decidiu comprar um orca pra poder pescar mais largo e mais livre.
2008. Um cara chamado João via um “cowboy solitário na Urca” pescando num kayak que até nome tinha. Bateram um papo e se juntaram a um tal de Marcos Mizhai. Foram cair na Joatinga. João se decidiu ali a ter um kayak.

Tempos depois um Dj vindo de um grupo consagrado de pescadores se uniu a nós. Trouxe coisa boa em termos de técnica e conhecimento de materiais.

Junto comigo veio o magrelo do Bob, que nasceu para pescar, com kayak ou não. Muitos mais se juntaram. Quando pescavam juntos, dividiam, coincidentemente o mesmo sentimento.

Muitos se somaram a nós. As pessoas nos chamavam de pescaiaqueiros.

Ninguém desenvolveu o sentimento. Todos trouxeram o mesmo sentimento. Até os mais mal humorados e os bem humorados. Até os enxaquecas, inclusive. Temos até psicólogo no grupo.

O espírito do kayakfishing carioca é o espírito diferenciado. Não competimos. Não disputamos. Nosso prêmio maior era zoar o companheiro pelo peixe pequeno e também urrar de felicidade e vibrar de alegria incontida com a vitória obtida na linha do amigo que tirava um bom peixe. Tudo ao mesmo tempo.

Não queremos nome. Nos chamam assim. Não queremos apoio. Nós apoiamos. Não tiramos proveito. Agradamos com nosso suor e nosso serviço. Nós não ganhamos. Nós doamos, seja material, serviço, até mudanças nós fizemos com prazer que não se mede. Compramos coisas importadas que não usamos, porque vão ficar mais bonitas nas mãos dos nossos irmãos, então pagamos e damos de presente para ver o tamanho do sorriso e o tamanho da surpresa. 
Não ligamos para quem está na moda e quem se dá bem comercialmente ou publicamente, pois não damos a mínima enquanto grupo com o sucesso alheio, queremos mais, queremos ser assim. 

 Isso não acontece com clubes, que precisam de apoio, reconhecimento e estarem na crista ou mesmo quantidade recorde de pessoas com kayak na praia.
Nos contentamos em estar juntos. Em falar abobrinhas. Trocar idéia de material, resolver problemas dos amigos, fazer mudanças de endereço, inventar churrasqueiras flutuantes, importar material pro outro, furar kayak do amigo e tunar material ou fazer manutenção de carretilhas sem cobrar nada. Tem gente que hoje nem tem kayak e nunca vai deixar de ser pescaiaqueiro. Exemplo: Miguel Simmons, Bob magrelo, Fred Bittencourt . Alguém discorda? NINGUÉM PODE OUSAR DISCORDAR.
Nós somos assim.

Para onde quer que formos nós carregamos o espírito do kayakfishing carioca. Boiçucanga, Bahia, São Paulo, Manaus, Nova York, em breve pro Texas, quem sabe. 

Quando há problemas costumamos resolver num abraço apertado, o mesmo abraço que damos ao nos revermos. Não trazemos desconforto, trazemos tranquilidade, portanto convivemos com famílias, mulheres, crianças e idosos, sem problemas. Perdemos nosso tempo conversando coisas úteis. Só algumas pessoas vão conseguir entender isso. Provavelmente as mesmas pessoas que sabem que pescar é, das coisas menos importantes da vida, a mais importante.

Respeitamos pessoas, respeitamos ambientes, pisamos manso onde chegamos, e no final a única coisa que conquistamos é a amizade das pessoas do local.

Não formamos grupos, não fazemos panelas, não combinamos separado, não saímos escondido. Quem cai mais (cair- um termo criado pelo meu filho), chama quem pode. Quem cai menos, vai quando dá. Obedecemos nossas mulheres, respeitamos nossas famílias e deixamos de cair pela necessidade de termos um tempo com elas com certeza.

A razão de escrever este texto é para que entendam todos que aqui se encontram que, não importa o rumo que este tipo de conversa tomar e as consequências dos atos aqui realizados, nós não perdemos nada em momento nenhum, pois carregamos o espírito da kayak de pesca carioca conosco e ninguém há que possa tomar de nós, nossa essência vai para onde nós formos e nem todos que vão estar ao nosso lado, por mais que sejam confundidos conosco, se não partilharem este espírito nunca serão como nós.

Caso as coisas não saiam de acordo, caso os whatzapps e fóruns e grupos privados de pesca e grupos segregados de pesca formados se dissolvam ou se dividam, não damos a mínima. Não ligamos pros números. Nós nos divertimos.

Sabemos sempre   e exatamente onde os nossos vão estar. E marcamos com eles para cair. 
E vamos cair.

Vamos cair.






Deixa eu lembrar, tô ficando véio.

Voltei a pescar quando meu filho fez 6 anos. Comecei a fuçar a internet e como não conhecia muita gente procurei um kayak e descobri que existiam kayaks de pesca, abertos e preparados.

Em 2008 já sabia o que queria, mas enquanto não comprava, estudava as adaptações que faria, pra me facilitar a vida. só nos sites de fora, eram muitas e aí eu me correspondia com os gringos, que me davam todas as dicas possíveis. tudo foi armazenado na cabeça.

Conheci o Elias através do lontras, o kayak da época. Ele me pediu para não comprar nada até sair um novo modelo que ele estava preparando. Aguardei até o final de 2009 e um dos primeiros Barracudas, chamado Amaguk (em inuit significa, mais ou menos "silencioso" ["under feet]) veio e me apaixonei de primeira.

Primeira caída com ele muito aguardada, foi na praia das conchas, em cabo frio (já tinha caído com um mistral na praia do japonês com meu filho, que inventou o termo "VAMO CAIR!", papai!, tá demorando! Amaguk era liso e sem nada. tenho registrado até hoje.

Tinha um bom amigo na época, um tal de Bob, que conhecia de outras coisas veterinárias, que estava pescando e sempre saímos juntos pra pincho, insisti e ele comprou um lontrinhas laranja, o "beto caroteno".

Fizemos uma caída exploratória na lagoa rodrigo de Freitas, muito legal e daí pra frente foi só alegria!

Depois de um tempo caindo um sujeito andava me observando  rendeer enquanto eu caía na Urca e adjacências e no Pescaki me perguntou sobre pesca de kayak, era um tal de João.... lol! , nem sei por onde anda(meu vizinho...) e combinamos com um tal de Marcos JM  lol! cairmos na Joatinga juntos... temos as fotos e tudo mais, foi o início de amizades fortes e duradouras.

preciso falar mais? 

Conheci um gordo nos fóruns de kayak e fui apresentá-lo à Urca, onde pescamos muito, rimos como eu nunca tinha rido na vida, e hoje não consigo pensar em viver sem aquele puto, um Tal de ... Niko lol! . Pescamos marimbás e olhos de cão pra cacete.

Daí pra frente, já conhecia uma gringa maneira, chamada Karen Ezzel, da Hook 1Califórnia, que se dispôs a facilitar minha vida. 
Conheci uns caras de kayak no Rio, que participavam de Pescakis e Caiaque Brasil(um tal de Zen..., sujeito estranho com kayak "magenta" rendeer ) e trocamos idéias e passei endereço da Karen aos participantes (na verdade, até ficha de compra pra preencher eu tive que fazer, só deixando espaço de preencher nome e produtos), um dia a Karen me sugeriu que eu fosse representante no Brasil, aí eu entendi que minha mulher estava certa: eu estava viciado em kayak.... geek geek 

O tempo passou, conheci mais malucos, um psicólogo chamado Buscapé, um feiticeiro africano chamado Frank Downs, vindo de uma linhagem de piratas bahianos, entre muitos cheios de desordens psicológicas extensas, cheguei a anestesiar um maluco pra tirar garatéia (ele já veio pré anestesiado, né, Fabinho?)

Depois de um tempo e muita discussão, por terem espíritos livres demais e sem rédeas, formaram um novo fórum, se juntaram e facilitaram a vida dos psiquiatras por se localizarem no mesmo local...

Tem muito mais história, mas vou deixar que os fios se entrelacem nos relatos a seguir











sábado, 8 de outubro de 2016

A espada Maldita


             






  Algumas pessoas , a título de licença poética ou eufemismo covarde tentam levar o significado de um objeto ou de um tipo de pessoa a um patamar mais apreciável e menos agressivo.

Muitos são por isso bajulados e por este motivo alçam ao plano popular, são chamados de sábios e obtém um alto nível de agrado do público ainda que para isso, todos saibam que eles obtiveram este "padrão dourado" por ter vendido a verdade e junto com a verdade suas almas.

E embora todos saibam, todos, sem exceção, todos compactuam com o silêncio.

Mas há outros. 

No séc. XVI houve Sengo Muramasa. Ele pediu ao seu deus que suas criações levassem tudo a que seu objetivo lhes era imputado, pedindo que fossem "destruidoras". Sengo Muramasa criava Katanas e katanas , entre algumas atribuições, possuem uma primeva, a de cortar a carne no campo de batalha.

Muito me admira pessoas que levam seu ofício ao mais alto grau de desempenho e que não se escondem quanto aos seus objetivos. O tempo premia esta sinceridade carregando suas almas para dentro de suas criações, fundindo criador e criatura. Aço fundido ao sangue. Nada pode ser mais letal que esta combinação.
O nome Muramasa se fundiu a tal ponto com suas navalhas que deixou de ser o nome de um homem. Muramasa foi o nome dado a mais de uma geração de espadas. enquanto estilos de esgrima se tronaram escolas com o passar do tempo, Muramasa foi a única katana que o tempo transformou em uma escola.


Normalmente estas pessoas se tornam tão íntegros que já não separam seu ofício de sua filosofia. São pessoas mais caladas que as que usualmente encontramos por estarem sempre, como dizia Bram Stoker, imersas em "seus pensamento e em suas solidão".


Seus atos os tornam inimigos do mainstream, párias enxotados do lugar comum. Sua presença desagrada, causa incômodo e constrangimento pois não possuem mestre, senão sua consciência, portanto não podem ser bajulados pelos seus subordinados, comprados por desconhecidos abonados e o que há de mais grave nisso, não serão submissos aos superiores que o tempo e as circunstâncias impuserem a eles neste mundo flutuante.

Eles obedecem a verdade e a razão, seus verdadeiros mestres não são feitos de carne humana.


Dizem que acontecimentos terríveis aconteceram à casa Tokugawa nestes tempos.

1535. Kiyoasu, avô do Shogun Tokugawa Ieyasu, foi cortado em dois, decepado por Abe Masatoyo. com uma navalha Muramasa.

1545, Hirotada Matsudaira, o pai do Shogun, foi morto por Iwamatsu Hachiya. nas suas mãos estava  uma lâmina Muramasa.

Quando Oda Nobunaga ordenou o suicídio de Nobuyasu, seu seppuku foi realizado com uma navalha Muramasa. O seu executor utilizou uma Muramasa Katana. 

O Shogun Tokugawa viu seu filho ter a cabeça decepada por uma navalha de Sengo Muramasa na cerimônia da sua morte.


O último incidente, a última pedra da coro de humilhação aconteceu com o próprio Tokugawa, em uma batalha na qual foi vencedor.

Oda Kawachi no Kami, seu general fincou uma Yari na cabeça decepada de um general inimigo após vencer Ishida e Konishi na batalha d Keicho.



Ao inspecionar o Yari, o Shogun teve iemdiatamente sua mão cortada pela navalha. Uma navalha Muramasa.

Aos olhos do Shogun as navalhas Muramasa foram feitas para sangrar, cortar e decepar os Tokugawa.



Este Yari selou o destino das navalhas Muramasa até hoje.

O Shogun proibiu qualquer pessoa de possuir uma lâmina Muramasa, Ordenou que todas as lâminas fossem derretidas em 1603. A posse de uma Muramasa seria punida com a morte de seu possuidor.


As navalhas Muramasa se tornaram o pesadelo de um clã poderoso, a casa Tokugawa, que em face de tamanho poder nada pôde fazer a não ser apelar para a difamação, manchando sua tradição no Budo. 



Saudações a todos que, pelo fato de saber empunhar suas armas tão habilmente, honrando a função da navalha, seja ela mental, verbal ou física, ao inimigo, impotente quanto a este fato, só resta aos inferiores classificá-los como "malditos".

A morte virá, se formos pacientes e assim como o tempo é pai da verdade, a morte se encarregará do falso poder nossos inimigos e resgatará nosso valor escondido pelas suas mentiras.

Muramasa em seu pragmatismo e sinceridade entendeu o real significado da Nihonto. Outros artesãos também, mas ele o declarou em suas criações e por isso pagou o preço.

A primeira função do aço, assim como do pensamento fluido e limpo será sempre descobrir o que vai dentro do peito dos nossos adversários. 

A segunda é nos fazer refletir sobre o que o aço levou com ele em seu caminho.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Small bump. E de como uma pequena saliência que você nunca viu te faz chorar.




Aprendi a amar crianças desde cedo. São belas por dentro. São cheias de sonho, mesmo as que pouco os têm, no que tange a recursos.

Crianças são um modo de |Deus dizer que não desistiu da gente. Posso confirmar este fato ao observar meus filhos dormindo.

Definitivamente há algo nas crianças que vai além do físico e do intelectual e do mental, mas tangencia o divino. Muitas vezes o toca de forma clara e inconteste. E aí nosso entendimento cede e lá dentro admitimos, Deus nos vê através de seus olhos doces, inquisitivos, ágeis.

Só fui entender o que é amar alguém após cheirar o meu filho pela primeira vez. Sim, foram os meus filhos que aperfeiçoaram meu amor por crianças a um nível grandioso que eu nunca poderia sequer imaginar sentir. Governos deveriam  desistir de uma guerra para não fazê-las chorar, para não vê-las tristes, para que não pudessem perder seus pais.

Por ter nas crianças a firme impressão de que são especiais e únicas, de que são presentes do próprio Deus para nós,de forma que aprendamos as coisas que a experiência e a razão não nos podem ensinar,  seres únicos que nunca se repetirão, aves raras que já aparecem no mundo ímpares (mesmo quando gemelares) e portanto de uma raridade e fragilidade assaz incomparável, sempre vou lamentar sua perda, sempre vou chorar sua volta, pois é fato notório que apenas os  adultos vão em direção à morte, mas crianças simplesmente retornam para o lugar de onde vieram.

E a forma mais cartesiana, mais racional de admitir isso é quando dizemos que filhos é que devem sepultar seus pais, nunca o inverso, e por isso choramos abraçados a cada pai que perdeu algo que era único, que não se repetirá nunca e que era seu bem mais precioso. Não importa. Um pai que enterra seu filho tem dentro de si algo que nunca termina, elo que nunca se fecha, ferida que não cessa de latejar, mesmo que receba de Deus outra criança, ele nunca vai esquecer aquele que amou em vida e que amará para sempre, até que um dia possa reencontrá-lo.

 Crianças são frágeis e nós somos seus guardiães.

Nós somos seu porto seguro. Somos seu apoio e braço forte.Mas se Deus as pede de volta, pois todas as crianças são dEle, indubitavelmente, nós desabamos. Mesmo quando não chegamos a conhecê-las de vista. Mesmo se não tivermos a oportunidade de, no silêncio de uma sala de maternidade farejá-las e com isso, trazê-las para dentro do mais íntimo de nosso ser. Para dentro do nosso segredo, onde ninguém vai.

Eu achava que, por ter a natureza que tenho, ser como sou, só após respirar o ar exalado pelos meus filhos, sentir seu cheiro e tomar contato sensorial com suas peles, ainda cheias de restos de placenta, só após isso eu me sentiria pai, pois assim foi comigo. Ainda tenho o costume de encostar minha testa nas deles, olhar bem dentro de seus olhos e respirar o ar por eles expirado, dividindo vida e sentimento, sem que possa haver sequer  traço de razão nesse ritual.

Por sempre ter sido assim é que não compreendo a dor que senti por uma pequena saliência, não nascida, que, no momento em que recebia os atavios para em seguida ser colocada em seu pequeno caixão branco,  minha esposa me  disse que ela possuía bochechas gordinhas, tez amorenada e covinha no queixo, e que nos foi tirada da família, talvez porque precisassem dela lá em cima, mas nós não sabemos o porquê, de qualquer jeito. Por isso de vez em quando desabamos, quando ninguém nos vê, quando estamos sós, na noite, quebramos o silêncio com lágrimas barulhentas e dolorosas e amargas.

Ainda hoje choro por você, pequena saliência, menina não nascida, mesmo sem nunca ter te visto, ouvido você ou ter farejado seu cheiro com meu focinho primitivo, para só então me considerar apto a te proteger, pois era assim que devia ser, era assim que eu julgava que aconteceria comigo, mesmo assim eu sinto a falta que você não deveria me trazer,  quando procurei teu coração batendo, ele não estava mais lá e isso deveria ser o impeditivo de se formar comigo uma ligação, um elo contigo, eu quero achar que a dor em mim decorre da dor que você causou à sua mãe, que gritou ao Deus que te levou de volta pra perto dele, e a gente ainda não sabe o porquê, talvez precisassem de você lá em cima, mas não importa, eu não devia sentir a tua falta. No entanto, hoje mesmo, mais uma vez eu chorei por ti.


Dedicado aos avós, aos pais,às mães, aos tios, às tias, aos irmãos e irmãs que passaram pela experiência de ver escapar pelas suas mãos algo sobremaneira precioso e único, que nunca mais se repetirá.