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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Dei um tempo destas coisas... problemas com drogas.


John Bonham, Janis joplin, James Hendrix, Jim morrison, Layne Stanley, Ace Frehley, todo o Aerosmith, Guns and roses, Steve Clark, Rod Stewart, Ozzy, Iggy Pop, Nikki six, vou parar por aqui e lançar a pedra. Não posso deixar de mencionar (afinal sou branco reaça e racista) o grande Phil Lynnot.

Um monte de gente boa teve problemas sérios com drogas, especialmente no cenário Rock. muita gente deixou quase nada de uma possibilidade criativa maravilhosa que as drogas levaram, E NÓS NÃO TOMAMOS NENHUMA POSIÇÃO CONTRA ISSO EM NOSSOS DISCURSOS... no mínimo, curioso, mas no máximo, covarde.

Por que agimos assim?por que ninguém tem bronca com droga? por que ninguém comenta negativamente?

O que havia de melhor no Rock N´roll as drogas levaram e ninguém fala nada. Estranho pra quem gosta do estilo não defendê-lo de quem o destrói.



Lembrem dos escritos na lápide do Cliff: "Quando um homem mente, ele mata uma parte do mundo".

Sua omissão tem levado á morte uma parte do mundo que faz diferença.
Sem mais tolerância.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Vôos solo. Ou porque o Marcio Fito só conversa comigo (e agora que eu mudei de igreja, tá na mão)

Obviamente, além da menção a um grande amigo, como qual partilho posições e troco idéias a respeito do mundo, este texto não vem falar apenas de sua realidade, mas a de muitos que vivem uma vida mais solitária que a convencional. Fito, você tem a liberdade de assinalar o que eu acertei, bem como o que errei na minha avaliação aqui escrita.


Desde pequenos nós somos desafiados a entender o mundo e seus habitantes através de gestos, vocalizações e mais tarde, assim que alçamos este degrau, o uso da linguagem.

Mas o domínio da linguagem é uma premissa apenas básica(apenas?) para adentrar no mundo das pessoas. Há que se exigir muito mais e isso devido a natureza humana não se basear apenas em um código simples, pois as variações em torno dos grupos são o real desafio para que rompamos esta cadeia de forma a entrarmos em algum grupo.

E para entrarmos em um determinado grupo nos é necessário adquirir as minúcias linguísticas, comportamentais e artifícios que nos levem ao entendimento da identidade que une o complexo associativo, seu mínimo denominador comum e aí sim, nos tronamos participantes efetivos.

Entendo este tipo de esforço para que esta entrada se dê e que, a partir dela, tudo se clareie e as pessoas possam abrir mão dela posteriormente para, em círculos mais internos do grupo poderem, como iniciados, à vontade aprofundar o discurso, apresentando sonhos, temores, idéias e assim cumprir o real objetivo desta "iniciação", que nos capacita pela obtenção de códigos sub reptícios de linguagem, etiqueta e comportamento, nos capacita a uma evolução maior e desenvolvimento nos assuntos e na intimidade das relações, e aí chegamos ao crescimento humano.


Mas noto que em muitos grupos o que se percebe é que esta soma de linguagem e etiqueta é um fim em si mesmo, uma necessidade de ser e estar apenas para uma associação em nível semelhante ao gado vacum, sem aprofundamento, sem evolução, sem melhora com o passar do tempo, como comumente vemos em acontecimentos constantes, onde o assunto é sempre o mesmo, sem evolução e nem um objetivo além, sem enriquecimento crítico, sem nada mesmo. Voltamos pra casa hoje de uma festa, de um culto, de um aniversário ou de alguma reunião do mesmo jeito que entramos, o que pra mim é pura perda de tempo, portanto minha conta após este tipo de coisa é sempre tendendo para o negativo. Nada a acrescentar.  Nada a somar. Deitar a cabeça no travesseiro e dormir.

Uma das frases que mais odeio, quando sou recepcionado em qualquer ambiente (e admito meu ódio por frases e perguntas retóricas aqui e agora, perpassando isso ao meu filho mais velho, que apercebido do vazio destas perguntas e afirmações não poupa fogo aos seus interlocutores desde pequeno) é o famoso :"E o mengão, hein..." Esta maldita frase, somada a do:"será que chove?" e outras me dá a idéia exata do que é estar em um ambiente caracterizado pelo estereótipo grupal  ou pior, o estereótipo ideológico/religioso.

Então a gente rompe mecanismos chave, desvenda códigos trabalhosos de comportamento pra isso? Nada mais? Sempre as mesmas questões sem resposta nem na próxima reunião? A mesma sistematização de palavras e emoções repetitivas? Os mesmo nomes inconsistentes, as mesmas definições falsas para as mesmas coisas, não importando o quanto estejam erradas e por este fato qualquer discussão a respeito não nos leva a lugar algum, devido á diferença na marcação das bússolas etimológicas, que um léxico qualquer ajudaria a nortear?

Por esta razão, um sujeito verdadeiro, pragmático, que anda apoiado na razão e necessita mais que aceitação social, a evolução em qualquer aspecto oferecido (social, religiosa, técnica, política, espiritual, cultural, o que for) se sente isolado mesmo em ambientes pejados de gente que parece se comunicar, mas na verdade pavoneiam e palreiam, mas sem conteúdo. Estes indivíduos são facilmente tolhidos nestes ambientes e por mais cercados que estejam, estão sós.

A desculpa é sempre a mesma, "você não sabe falar de amenidades", "seus assuntos são os únicos que lhe interessam", quando amenidades são a introdução que a etiqueta oferece para que adentremos no substancial e a busca de assuntos novos permeia a vida de quem precisa crescer  em seu interior, portanto argumentos não válidos pra este tipo de situação.

Neste ambiente teatral, o indivíduo normal, objetivo, que busca clareza e evolução é taxado como anormal e inibido ao ser deixado de lado, um "nerd', um chato, que quer gastar cabeça dos outros e que devia ficar em casa lendo livros e artigos sem direito á requisitar uma discussão a respeito.

Nossos ambientes estão formando gado mentalmente inerte, que vem e vai e na próxima reunião e por anos a fio e nenhum resquício de amadurecimento aparecerá, mas a aparente normalidade em que vivem, por mais estatisticamente marcante nunca irá atrair este tipo de pessoa "anormal", que só sabe falar sério, por isso estes estão fadados a andar sós e, ao encontrarem na rua um semelhante, atrasam os afazeres diários em 45 minutos mal tolerados por seus companheiros, que não se esforçam um átomo para entender o "porquê aqueles dois acham tanto assunto quando se encontram.





Este texto é dedicado ao Márcio e à Márcia Coutinho, ao José Machado, ao Paulo Roberto Jr., ao Steveson Jorge, ao Roberto Mello e ao Walter Neto, ao Domingos Bomediano e ao Roberto Véras. algumas destas pessoas que andam solitárias e com as quais tive a oportunidade de conversar pelo menos um pouco, algumas eu gostaria de ter mais contato e algumas supracitadas nas quais observei, mesmo sem muita oportunidade de diálogo aprofundado, este fenômeno.

Reconfortante me é saber que vocês estão por aí espalhados e, devido ás circunstâncias, andando meio que solitários.

Continuem seus vôos solo por onde forem.



terça-feira, 17 de setembro de 2013

ANÁLISE DE REINALDO AZEVEDO- “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”. leiam e visitem este blog!!! Excelente!


02/09/2013
 às 5:25

“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”

É o título de uma coletânea de textos de autoria do filósofo sem carteirinha, crachá ou livro-ponto Olavo de Carvalho (foto), lançado há duas semanas pela Editora Record (615 páginas, R$ 51,90). Os artigos foram selecionados e organizados por Felipe Moura Brasil, um jovem de vinte e poucos — bem poucos — anos, que também cuida de notas explicativas e referências bibliográficas que remetem o leitor tanto à vasta obra do próprio Olavo como à teia de autores e temas com os quais seus textos dialogam ou polemizam. Moura Brasil informa que a seleção obedeceu a seu gosto pessoal e à necessidade de partilhar a sua experiência de leitor e estudioso da obra de Olavo. Esse moço é a prova de que a inteligência e a autonomia intelectual sobrevivem mesmo aos piores tempos. E os piores tempos podem não ser aqueles em que o amor à liberdade é obrigado a resistir na clandestinidade — afinal, resta a esperança no fundo da caixa —, mas aqueles em que a divergência se torna, por si, uma violência inaceitável. Nesse caso, a própria esperança começa a correr riscos. O livro, o que não chega a ser uma surpresa, provocou um enorme silêncio — que é uma das formas do moderno exercício da violência. Os leitores, no entanto, estão fazendo a sua parte, e ele já figura em 10º lugar na lista dos “Mais Vendidos”, na categoria “Não-Ficção”, na VEJA desta semana.
“O Mínimo…” reúne, basicamente, artigos que Olavo publicou em jornais e revistas, inclusive nas revistas “República” e “BRAVO!”, das quais fui redator-chefe — e a releitura, agora, em livro, me remeteu àqueles tempos. Impactam ainda hoje e podiam ser verdadeiros alumbramentos há 10, 12, 13 anos, quando o autor, é forçoso admitir, via com mais aguda vista do que todos nós o que estava por vir. Olavo é dono de uma cultura enciclopédica — no que concerne à universalidade de referências —, mas não pensa por verbetes. E isso desperta a fúria das falanges do ódio e do óbvio. Consegue, como nenhum outro autor no Brasil — goste-se ou não dele —, emprestar dignidade filosófica à vida cotidiana, sem jamais baratear o pensamento. Isso não quer dizer que não transite — e as falanges não o fustigam menos por isto; ao contrário — com maestria no terreno da teoria e da história. É autor, por exemplo, da monumental — 32 volumes! — “História Essencial da Filosofia” (livros acompanhados de DVDs). Alguns filósofos de crachá e livro-ponto poderiam ter feito algo parecido — mas boa parte estava ocupada demais doutrinando criancinhas… Há o Olavo de “A Dialética Simbólica” ou de “A Filosofia e seu Inverso”, e há este outro, que é expressão daquele, mas que enfrenta os temas desta nossa vida besta, como disse o poeta, revelando o sentido de nossas escolhas e, muito especialmente, das escolhas que não fazemos.
O livro é dividido em 25 capítulos ou macrotemas: Juventude, Conhecimento, Vocação, Cultura, Pobreza, Fingimento. Democracia, Socialismo, Militância, Revolução, Intelligentzia, Inveja, Aborto, Ciência, Religião, Linguagem, Discussão, Petismo, Feminismo, Gayzismo, Criminalidade, Dominação, EUA, Libertação e Estudo. Cada um deles reúne um grupo de textos, e alguns se desdobram em subtemas, como a espetacular seleção de textos de “Revolução”, reunidos sob rubricas distintas, como, entre outras, Globalismo, Manipulação e Capitalistas X Revolucionários.
Vivemos tempos um tanto brutos, hostis ao pensamento. Vivemos a era em que o sentimento de “justiça” ou o de “igualdade” — com frequência, alheios ou mesmo refratários a qualquer noção de direito — reivindicam um estatuto moralmente superior a conceitos como verdade e realidade; estes seriam, por seu turno, meras construções subjetivas ou de classe, urdidas com o propósito de provocar a infelicidade geral. Olavo demole com precisão e brilho a avalanche de ideias prontas, tornadas influentes pelo “imbecil coletivo” e que vicejam muito especialmente na imprensa — fenômeno enormemente potencializado pelas redes sociais.
Em 2003, o jornal “O Globo” ainda publicava textos como “Orgulho do Fracasso”, de Olavo. E se podia ler (em azul):
Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que ele seja lembrado e admirado por outros povos. A economia e as instituições são apenas o suporte, local e temporário, de que a nação se utiliza para seguir vivendo enquanto gera os símbolos nos quais sua imagem permanecerá quando ela própria já não existir.
(…)
A experiência dos milênios, no entanto, pode ser obscurecida até tornar-se invisível e inconcebível. Basta que um povo de mentalidade estreita seja confirmado na sua ilusão materialista por uma filosofia mesquinha que tudo explique pelas causas econômicas. Acreditando que precisa resolver seus problemas materiais antes de cuidar do espírito, esse povo permanecerá espiritualmente rasteiro e nunca se tornará inteligente o bastante para acumular o capital cultural necessário à solução daqueles problemas. O pragmatismo grosso, a superficialidade da experiência religiosa, o desprezo pelo conhecimento, a redução das atividades do espírito ao mínimo necessário para a conquista do emprego (inclusive universitário), a subordinação da inteligência aos interesses partidários, tais são as causas estruturais e constantes do fracasso desse povo. Todas as demais explicações alegadas — a exploração estrangeira, a composição racial da população, o latifúndio, a índole autoritária ou rebelde dos brasileiros, os impostos ou a sonegação deles, a corrupção e mil e um erros que as oposições imputam aos governos presentes e estes aos governos passados — são apenas subterfúgios com que uma intelectualidade provinciana e acanalhada foge a um confronto com a sua própria parcela de culpa no estado de coisas e evita dizer a um povo pueril a verdade que o tornaria adulto: que a língua, a religião e a alta cultura vêm primeiro, a prosperidade depois.
(…)
Retomo
Grande Olavo de Carvalho! Dez anos depois, com o país nessa areia, como ignorar a força reveladora das palavras acima? Olhem à nossa volta. O que temos senão um governo incompetente, que fez refém ou tornou dependente (com Bolsa BNDES, Bolsa Juro, Bolsa Isenção Tributária) uma elite não muito iluminada, combatido, o que é pior, por uma oposição que não consegue encetar uma crítica que vá além do administrativismo sem imaginação, refratária ao debate, que foge do confronto de ideias como Lula foge dos livros e Dilma da sintaxe?
O país emburrece. Eu mesmo, mais de uma vez, em ambientes supostamente afeitos ao pensamento, à reflexão e à leitura, pude constatar o processo de satanização do contraditório. É mais difícil travar com intelectuais (ou, sei lá, com as classes supostamente ilustradas) um debate racional sobre a legalização do aborto do que com um homem ou uma mulher do povo, de instrução mediana. E não porque aqueles tenham os melhores argumentos. Ao contrário: têm os piores. Olham para a sua cara e dizem, com certo ar de trunfo, como se tivessem encontrado a verdade definitiva: “É uma questão dos direitos reprodutivos da mulher”. Digamos que fosse… Esses tais “direitos reprodutivos” teriam caído da árvore da vida, como caiu a maçã para Newton, ou são uma construção? Por que estaria acima do debate?
Mais um pouco das palavras irretocáveis de Olavo (em azul):
Na tipologia de Lukács, que distingue entre os personagens que sofrem porque sua consciência é mais ampla que a do meio em que vivem e os que não conseguem abarcar a complexidade do meio, a literatura brasileira criou um terceiro tipo: aquele cuja consciência não está nem acima nem abaixo da realidade, mas ao lado dela, num mundo à parte todo feito de ficções retóricas e afetação histriônica. Em qualquer outra sociedade conhecida, um tipo assim estaria condenado ao isolamento. Seria um excêntrico.
No Brasil, ao contrário, é o tipo dominante: o fingimento é geral, a fuga da realidade tornou-se instrumento de adaptação social. Mas adaptação, no caso, não significa eficiência, e sim acomodação e cumplicidade com o engano geral, produtor da geral ineficiência e do fracasso crônico, do qual em seguida se busca alívio em novas encenações, seja de revolta, seja de otimismo. Na medida em que se amolda à sociedade brasileira, a alma se afasta da realidade — e vice-versa. Ter a cabeça no mundo da lua, dar às coisas sistematicamente nomes falsos, viver num estado de permanente desconexão entre as percepções e o pensamento é o estado normal do brasileiro. O homem realista, sincero consigo próprio, direto e eficaz nas palavras e ações, é que se torna um tipo isolado, esquisito, alguém que se deve evitar a todo preço e a propósito do qual circulam cochichos à distância.
Meu amigo Andrei Pleshu, filósofo romeno, resumia: “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal.” Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar.
Sem ter em conta esses dados, ninguém entende uma só discussão pública no Brasil. Porque, quando um brasileiro reclama de alguma coisa, não é que ela o incomode de fato. Não é nem mesmo que exista. É apenas que ele gostaria de que existisse e fosse má, para pôr em evidência a bondade daquele que a condena. Tudo o que ele quer é dar uma impressão que, no fundo, tem pouco a ver com a coisa da qual fala. Tem a ver apenas com ele próprio, com sua necessidade de afeto, de aplauso, de aprovação. O assunto é mero pretexto para lançar, de maneira sutil e elegante, um apelo que em linguagem direta e franca o exporia ao ridículo.
Esse ardil psicológico funda-se em convenções provisórias, criadas de improviso pela mídia e pelo diz que diz, que apontam à execração do público umas tantas coisas das quais é bom falar mal. Pouco importa o que sejam. O que importa é que sua condenação forma um “topos”, um lugar-comum: um lugar no qual as pessoas se reúnem para sentir-se bem mediante discursos contra o mal. O sujeito não sabe, por exemplo, o que são transgênicos. Mas viu de relance, num jornal, que é coisa ruim. Melhor que coisa ruim: é coisa de má reputação. Falando contra ela, o cidadão sente-se igual a todo mundo, e rompe por instantes o isolamento que o humilha.
Essa solidariedade no fingimento é a base do convívio brasileiro, o pilar de geleia sobre o qual se constroem uma cultura e milhões de vidas. Em outros lugares as pessoas em geral discutem coisas que existem, e só as discutem porque perceberam que existem. Aqui as discussões partem de simples nomes e sinais, imediatamente associados a valores, ao ruim e ao bom, a despeito da completa ausência das coisas consideradas.
Não se lê, por exemplo, um só livro de história que não condene a “história oficial” — a história que celebra as grandezas da pátria e omite as misérias da luta de classes, do racismo, da opressão dos índios e da vil exploração machista. Em vão buscamos um exemplar da dita-cuja. Não há cursos, nem livros, nem institutos de história oficial. Por toda parte, nas obras escritas, nas escolas de crianças e nas academias de gente velha, só se fala da miséria da luta de classes, do racismo, de índios oprimidos e da vil exploração machista. Há quatro décadas a história militante que se opunha à história oficial já se tornou hegemônica e ocupou o espaço todo. Se há alguma história oficial, é ela própria.
Mas, sem uma história oficial para combater, ela perderia todo o encanto da rebeldia convencional, pondo à mostra os cabelos brancos que assinalam sua identidade de neo-oficialismo consagrado — balofo, repetitivo e caquético como qualquer academismo. Direi então que açoita um cavalo morto? Não é bem isso. Ela própria é um cavalo morto. Um cavalo morto que, para não admitir que está morto, escoiceia outro cavalo morto. Todo o “debate brasileiro” é uma troca de coices num cemitério de cavalos.
Encerro
Leia esse livro de Olavo de Carvalho. Ninguém, no Brasil, escreve com a sua força e a sua clareza. Tampouco parece fácil rivalizar com a sua cultura, fruto da dedicação, do trabalho no claustro, da aplicação, não da busca de brilharecos. Leia Olavo: contra o ódio, contra o óbvio, contra os idiotas e a favor de si mesmo.
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 15 de setembro de 2013

Os gregos, aqueles homossexuais... será mesmo?

Observei este vídeo pela net e apesar de encontrar alguma mitologia amorosa homoerótica com certeza uma pessoa de bom senso diria que isso é mínimo dianto da grande quantidade de relações normais.
"Como assim normal? quer dizer que homossexualismo não é normal?"
Não. Não é.
Homossexualismo é um distúrbio. Roer unhas, comer cabelo, tudo isso são distúrbios, pois distúrbios são atitudes ou características que saem do campo do normal, fisiológico, biológico, portanto, etimologicamente mantenho esta posição.

Não pretendo discutir aceitação, tolerância ou quais quer derivativos. Quem me conhece sabe o que penso e quem não me conhece, por favor me procure. Os mau intencionados não deixarão de pensar o que pensam,fazem disso uma opção política, ativista e como todo ativismo, eles não se baseiam na verdade e nem na busca do fato, mas de qualquer coisa , mesmo que parcial ou mentirosa, que corrobore sua busca pela sua afirmação ou seja, pelo velho e maldito subjetivismo moral, social e ético.

Mas pelo vídeo, me parece que os gregos andam meio chateados com este tipo de ativismo e as "verdades" disseminadas em cursinhos e faculdades ou na mídia para apoiar o movimento "sou gay, portanto, sou melhor".


A verdade é filha do tempo.A verdade não é filha da autoridade.

E inteligência é a capacidade de APREENDER a verdade.





Em tempo:
Tem uma parte do texto que fala sobre Vergonha (Aidos) companheira da deusa Nêmesis.

Como associaram uma das filhas de Nix à Aidos, que eu não conhecia, mas que em grego é humilhação/modéstia/vergonha, fui conferir e ela estava lá, ao lado desta filha de Nix. ou seja, Bate sim a mitologia.


E o mito é uma mentira que conta uma verdade. Normalmente poderosa.

Pra quem quiser facilitações:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nix

http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%AAmesis_(mitologia)

http://en.wikipedia.org/wiki/Aidos

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Irena Sendler - um dos pilares da humanidade- Tzadikim Nistarim

São sempre 36. Ela deve ter sido uma deles na sua época.



Irena Sendlerowa, nascida Krzyżanowska (15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida como "O Anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista católica dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuído para salvar mais de 2.500 vidas ao conseguir que várias famílias cristãs escondessem filhos de judeus no seio do seu lar e ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.



Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!). 

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhonete (para crianças de maior tamanho).
Também levava na parte de trás da camioneta um cão, a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. 


Enquanto pôde manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças. 


Por fim os nazis apanharam-na. Souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha, encontrou uma pequena estampa de Jesus com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.


Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Já recuperada foi, no entanto, condenada à morte.
Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, ele gritou-lhe em polaco: "Corra!".


Esperando ser baleada pelas costas, Irena, contudo, correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza de que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais. 


Os membros da organização Żegota ("Resgate") tinham conseguido deter a execução de Irena, subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, guardadas num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim. 


Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos. 


Em 2006 foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global.


Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Esta é uma celebração à memória de Irena e dos seis milhões de judeus, vinte milhões de russos, dez milhões de cristãos (inclusive nil e novecentos sacerdotes católicos ), quinhentos mil ciganos, centenas de milhares de seres humanos assassinados, massacrados, violados, mortos a fome e humilhados, com os povos do mundo muitas vezes olhando para o outro lado... 


Agora, mais do que nunca, com o recrudescimento do racismo, da discriminação e os massacres de milhões civis em conflitos e guerras sem fim em todos os continentes, é imperativo assegurar que o Mundo nunca a esqueça.
Gente como Irena Sendler, que salvou milhares de vidas praticamente sozinha, é extremamente necessária.
A intenção desta celebração à memória de Irena Sendler é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Una-se a nós e seja mais um elo desta cadeia comemorativa e ajudar a distribuí-la por todo o mundo... Por favor, divulgue, compartilhe, homenageie esse grande ser humano, fazendo com que seja lembrada, conhecida.

"A razão pela qual resgatei as crianças têm origem no meu lar, na minha infância.
Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade."- Irena Sendler



From Wikipedia, pros incautos:

As a mystical concept, the number 36 is even more intriguing. 
It is said that at all times there are 36 special people in the world, and that were it not for them, all of them, if even one of them was missing, the world would come to an end. The two Hebrew letters for 36 are the lamed, which is 30, and the vav, which is 6. Therefore, these 36 are referred to as theLamed-Vav Tzadikim. This widely-held belief, this most unusual Jewish concept is based on a Talmudic statement to the effect that in every generation 36 righteous "greet theShechinah," the Divine Presence (Tractate Sanhedrin 97b; Tractate Sukkah 45b).[1]