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segunda-feira, 30 de março de 2015

Liberdade de Expressão. Não no Brasil.

Bem, venho convivendo com pessoas muito diferentes e sem ter problemas ao viver com elas por todos estes anos.

Curiosamente, a partir do advento do Facebook, onde se pode colocar claramente o que se pensa, começaram os meus problemas com coisas que eu julgava entender, mas que vejo pela opinião de várias pessoas que eu não entendo nada disso, estive equivocado por todo este tempo.

Eu não sei o que é liberdade de opinião.

Há muito tempo eu entendia liberdade de opinião como sendo o direito inalienável de cada indivíduo de expressar o que acha sobre qualquer coisa, doa a quem doer.

Isto, obviamente, não tem a ver com acusar alguém de algo ("minha opinião é de que alguns políticos são ladrões e ser ladrão é crime, logo, se eu os acuso, devo provar que o são, ou a lei se volta contra minha acusação se fundamento), mas tem a ver com pode ser sincero a respeito de algum assunto.

Eu achava (que tolo sou...) que a constituição brasileira pelo menos neste ponto tivesse acertado ao macaquear a primeira emenda do Bill of rights, mesmo sem ter noção da profundidade do tema.

Pelo visto eu estava errado.

A liberdade de opinião é relativa.

A liberdade de opinião é limitada.

A liberdade de opinião deve ser freada ou você cometerá um crime. DISCURSO DE ÓDIO!

pode ser de ódio,
pode ser de racismo,
pode ser de apologia a algo criminoso ou não muito aceito pela sociedade .

Eu, na minha ignorância filosófica, entendia que o direito de pensar fosse livre, mas se meu pensamento não pode ter conclusão livre, chegamos numa encruzilhada que eu jamais havia vislumbrado.

Chegamos à proibição de opinião livre.



Pois opinião não pode contrariar outra opinião.
Pois opinião não pode ofender outra opinião.

Pois opinião não pode se opor a outra opinião.


Eu jurava, estes anos todos , que este é o conceito de crime de opinião, tão utilizado em países ditatoriais.

Este pessoal se autointitula CHARLIE, em alusão aos repóerteres e desenhistas do Charlie Hebdo, jornal que publicava livremente charges sobre tudo e todos, inclusive sobre temas tabu no Barsil: religião e futebol.

Vi alguns desenhos dos caras e muitos achei ofensivos. Me senti ofendido com eles.

Mas pelo que eu entendia do que se tratava de liberdade de expressão, não posso fazer nada a não ser ignorar, pois esta é a opinião deles. E a opinião deles merece ser respeitada.


Mas a minha não.

Posso ser preso por emitir a minha opinião em público, um amigo realmente desinteressado me recomendou mais cautela.

Afinal, estou no Brasil,  onde todos são Charlie, mas também onde a liberdade de expressão é relativa, limitada e deve ser freada ou você estará entrando no "discurso de ódio"

VIVO NUM PAÍS ONDE UMA OPINIÃO NÃO PESSOAL, NÃO DIRIGIDA A ALGUÉM,  PODE SER CRIME.

 E CRIME DE ÓDIO.


Quero citar (se não for crime, claro) a opinião do Sr. Olavo de Carvalho, retirada do seu texto "Não é caso pra rir", sobre liberdade de expressão. 

O texto pode ser lido na íntegra, mas vou me utilizar apenas do que está escrito abaixo  http://www.olavodecarvalho.org/semana/051215jb.htm:


 "A Constituição, por sua vez (art. 220), não coloca nenhum limite ao exercício da liberdade de expressão, muito menos em nome de algum “princípio de proporcionalidade”.

 Fala-se em proporcionalidade quando o direito de um está condicionado ao exercício do mesmo direito por outro
Por exemplo, o direito a certos bens de uso comum: se você se pendura num telefone público o dia inteiro, está impedindo os outros de usá-lo. 
Mas é impossível que o simples exercício da liberdade de expressão por um indivíduo ou grupo impeça os outros de se entregarem ao mesmo exercício

Que um sujeito diga “a” ou “b” não constitui jamais obstáculo a que outro diga “c” ou “d”. Que um cristão publique um livro contra a religião alheia não impede que se publiquem livros contra o cristianismo, como aliás se publicam aos milhares, e violentíssimos, sem que isso aparentemente magoe a delicada sensibilidade jurídica"



Eu acredito que a pior tirania, a pior ditadura é a ditadura imposta em nome da liberdade.









terça-feira, 17 de março de 2015

Homossexuais Dolce e Gabbana reafirmam defesa da família natural e rechaçam boicote gay de Elton John

Homossexuais Dolce e Gabbana reafirmam defesa da família natural e rechaçam boicote gay de Elton John


http://www.acidigital.com/noticias/homossexuais-dolce-e-gabbana-reafirmam-defesa-de-familia-natural-e-rechacam-boicote-gay-de-elton-john-42218/


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Stefano Gabbana e Domenico Dolce / Foto Instagram @stefanogabbana
ROMA, 16 Mar. 15 / 07:09 pm (ACI/EWTN Noticias).-
Domenico Dolce e Stefano Gabbana, famosos estilistas homossexuais italianos, reiteraram sua defesa da família natural formada por pai e mãe, após o cantor gay Elton John lançar um boicote contra a grife; algo que mostra –indicaram- que há “alguns gays que são homófobos: aqueles que ofendem outros gays que expressam ideias diferentes”.
 
"Sou siciliano e cresci com um modelo de família tradicional, formado por uma mãe, um pai e um filho. Sei que existem outras realidades e é justo que existam, mas minha visão da vida é o que me transmitiram", explicou Dolce, em declaração à imprensa italiana nesta segunda-feira.
 
A resposta veio após a entrevista concedida na semana passada à revista italiana Panorama, na qual Gabbana afirmou que “a família não é uma moda passageira. Nela há um sentido de pertença sobrenatural”.
 
No mesmo dia, Domenico Dolce também se expressou a favor da família natural. “Nós não inventamos a família. Converteu-a em um ícone a Sagrada Família. E não é questão de religião ou estado social, não tem jeito: você nasce e tem um pai e uma mãe. Ou ao menos deveria ser assim”, indicou.
 
Do mesmo modo Dolce expressou sua oposição à fecundação in vitro. “Procriar deve ser um ato de amor. Hoje nem sequer os psiquiatras estão preparados para confrontar os efeitos destas experiências”, assinalou.
 
Estas declarações provocaram a ira do cantor homossexual Elton John, quem tem dois filhos por fecundação in vitro e que lançou um boicote contra a marca Dolce&Gabbana, ao qual se somaram outros gays como Ricky Martin.
 
Intolerante e autoritário
 
Diante da polêmica, Stefano Gabbana qualificou que o boicote contra sua marca só demonstra que há “intolerância às opiniões diferentes”. “Eu te condeno porque você não pensa como eu?? Loucura!!! É como se eu boicotasse ele (Elton John) porque teve dois filhos (com fecundação) in vitro!! Não sou um idiota!!! Tolerância”, escreveu Gabbana em sua conta oficial do Instagram.
 
Dolce, por sua parte, apoiou Steffano Gabbana e recordou que cresceu em uma família natural com pai e mãe: “minha visão da vida é o que me transmitiram”. "Eu cresci assim, isso não quer dizer que não aprove outras opções. Eu falei por mim, sem julgar as decisões de outros", adicionou.
 
Do mesmo modo, em declarações ao Corriere della Sera, Gabbana chamou de “fascista” o cantor Elton John por ver “de um modo autoritário as coisas”.
 
“Não esperava (esta reação) de uma pessoa a que considerava inteligente como Elton John. Mas, como pode? Prega-se compreensão, prega-se tolerância e depois nós agredimos?, Só porque outro pensa de forma diferente?”, questionou.
 
O estilista voltou a defender as opiniões de ambos em defesa da família natural. “Existe diferentes opções, diferentes vidas. Igual respeito. Mas vejo que há, especialmente na Internet, alguns gays homófobos: aqueles que ofendem outros gays que expressam ideias diferentes”, assinalou Gabbana, que brincou sobre o boicote ao dizer que “possivelmente” percam "algum fã do Elton John" mas "talvez" ganhem "alguma mãe".

terça-feira, 10 de março de 2015

Mainardi explica o porquê somos assim.

Diogo Mainardi Porcentagens lulistas


"De acordo com dados do Ibope, 83% dos
brasileiros se consideraram satisfeitos ou
muito satisfeitos com a vida.
 O número é duas
vezes maior 
do que o total de pessoas atendidas
pela rede de esgoto – 40%.
 Há felicidade sem esgoto"


Se Lula é o povo e o povo é Lula, é bom saber como pensa o povo. Alguns dias atrás, o Ibope divulgou que 71% dos brasileiros aprovavam Lula. Os lulistas comemoraram o resultado. Em dezembro de 1998, 58% dos brasileiros aprovavam Fernando Henrique Cardoso. O povo aprova o presidente. Quem quer que ele seja.


Outra pesquisa do Ibope indicou que 75% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos, demonstrando incapacidade para compreender um enunciado simples. Na pesquisa anterior, o porcentual era ligeiramente maior: 76%. A escrita foi introduzida no Brasil há mais de 500 anos. Logo conseguiremos dominá-la.


Ao mesmo tempo em que 75% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos, 84% declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a qualidade do ensino público. 75% dos pais e alunos pediram apenas uma mudança no currículo escolar: o ensinamento do criacionismo no lugar do darwinismo.


O Ibope mostrou também que 96% dos brasileiros desconheciam o significado do termo holocausto. 37% declararam repudiar a idéia de ter um vizinho judeu. O número só foi inferior aos que disseram repudiar a idéia de ter um vizinho cigano – 51%.



Indagados sobre o meio de transporte mais seguro, 51% dos brasileiros escolheram o ônibus. Segundo uma pesquisa do SOS Estradas, os acidentes com ônibus matam cerca de 2.400 pessoas por ano no Brasil.


82% dos eleitores manifestaram seu descontentamento com a democracia. A maior parte deles se encontrava no Nordeste, nas camadas de menor escolaridade e renda.
De acordo com os dados do Ibope, 83% dos brasileiros se consideraram satisfeitos ou muito satisfeitos com a vida. O número é duas vezes maior do que o total de pessoas atendidas pela rede de esgoto – 40%. Há felicidade sem esgoto.



Uma pesquisa realizada entre os leitores de Época elegeu Chico Xavier como o maior brasileiro de todos os tempos.


Pela primeira vez em catorze anos, aumentou o trabalho infantil no Brasil. Segundo a mais recente pesquisa do Pnad, o total de crianças empregadas passou de 7,33% em 2004 para 7,8% em 2005. Ignora-se se elas estavam entre os 89% de brasileiros otimistas ou muito otimistas quanto a 2007.


Lula é o povo. O povo é Lula. Os lulistas recomendam que a imprensa siga o povo. Seguindo o povo, ela seguirá Lula. O lulista Bernardo Kucinski argumentou: "Os colunistas se engajaram ativamente na campanha contra Lula. Isso é um fato. Lula foi eleito por ampla maioria. É outro fato. E os dois fatos apontam para um descolamento dos colunistas em relação ao sentimento da maioria da população".




Nestes tempos de lulismo, estou cada dia mais incapaz de entender um enunciado simples.