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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

“Caelum, non animum mutant, qui trans mare currunt.” Horatius (65 a.C.-8 a.C.)



Ou, você pode tirar o homem da favela, mas não a favela do homem. Ou ainda, você pode sair de Madureira, mas Madureira não sai de você.

Mas dá pra pensar de modo positivo e retirar do texto do sábio Horatius que sua alma não muda, não importa os mares que você atravessar, os céus podem mudar, mas a alma não. É claro que isso soará positivo se eu considerar minha alma boa ou que tenda à bondade e ao refinamento.

Mas como fiel seguidor da lei da entropia, onde as coisas tendem à desagregação (ainda que antes de uma possível reagregação oportuna e benéfica) e ao relacionar à atual situação política em que vivo, e suas repercussões sócio econômicas, não vejo o porquê de manter o ânimo caso não mude de ares (física ou intelectualmente) ou de modificar posições neste tabuleiro, ainda que flerte com possíveis falhas éticas e tangencie este limite ao conceder/negar atitudes, visando sobreviver e, quando bem sucedido, dar qualidade de vida aos que me cercam.

Esta frase enche de esperança os que se julgam pessoas de bem, ao viverem neste mundo flutuante e que tende ao desapego moral, pois traz esperança de que nada possa modificar suas almas, e nos alerta quanto ao fato de que temos ao nosso lado pessoas de alma boa para contar e pessoas de alma que nunca merecerá nossa confiança (“Vulpes pilum mutat, nom mores”), pois não pertence à casta dos “Anima bona”.


E por final, nos reacende a certeza de que almas ruins fadadas estão à ruína espiritual, a não ser que fatores extra-humanos consigam sanar as chagas nelas contidas. A alma nunca muda? 

Deus nunca muda.


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