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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E no Início foi assim... já que comecei a história...



Pescava sem técnica alguma, com molinete de plástico e uma vara de praia telescópica em qq lugar. Levava para pesque e pague - um antigo em magé, das Sendas ia com meu pai, que apenas observava, um amigo e que até hoje faz a mesma coisa, e atirava contra os peixes, seja com isca natural, seja com artificial.

Sem técnica, sem muito peixe, mas a diversão era garantida.

Meu pai morreu em 2002. Daí em diante parei de pescar.

Meu filho nasceu em 2003. Foi como se alguém tivesse querendo me aliviar de um grande peso. Desliguei da pesca até pelas recordações que ficavam de meu pai observando em silêncio, sem reprovação quanto ao modo como brigávamos com os peixes. O mesmo olhar que sempre me dava quando o contrariava e tentava o pior caminho. Meu pai tinha o olhar dos lobos. Vejo hoje este mesmo olhar, pasmo eu, em meu filho, que nunca o conheceu.

Dediquei-me ao meu filho e por 6 anos não pensei em pescarias. A vida era difícil e se tornou mais ainda, pois minha área sempre foi complicada. Apesar de fazer meu nome, ser conhecido, montar minha casa às minhas custas, sempre tive que trabalhar dia e noite, portanto não pensava nisso a não ser num futuro melhor.

Com muito esforço e estudo nas horas possíveis, passei em um concurso público e, sem nunca esquecer de ser produtivo e profissional, as coisas melhoraram um pouco para todos. A idéia de ter mais qualidade de vida aumentou. Começei a frequentar internet à busca de sites de pesca.

Um dia, um amigo meu, conhecido pelo meu trabalho, disse que melhorou de uma depressão ao de dedicar à pesca como hobby. Era o que eu gostaria de ouvir. mas ele pescava de forma técnica, sempre buscando melhorias. Aceitei o desfio. Seu nome era Roberto, conhecido como Bob.




Comprei meu primeiro conjunto usado, uma vara shimano Solara bipartida e uma carretilha titan, com uma tal de linha multi, que nunca tinha visto em minha vida!

Ele me levou para treinar arremesso na Vasp! meu primeiro peixe na técnica e no primeiro arremesso:



Ele me ensinou a colocar um lider de fluor(que após um tempo, conversando com um outro pescador pelo telefone, um tal de esquilo, substituí por fluor coated que era mais barato - e uso até hoje). Na época a gente achava que tinha que ser todo de fluor...

Minha primeira pescaria embarcado foi um fiasco. Material errado e mal dimensionado

Barqueiro firmino.

Não sabia arremessar bem, portanto via as pessoas pegarem peixe por colocarem as iscas artificiais no lugar certo, mas eu não conseguia!

Ao recolher a linha, utilizando uma isca otonni, um xaréu branco , que segundo as pessoas do barco, tinha o tamanho de uma tampa de bueiro, engatou (que termo estranho!) na linha e levou após estancar. Estava utilizando um líder 0,40 mm achando que era suficicente!

Fiquei frustrado, pois foi o maior peixe que eu já tinha pego(mas não vi nada! só o puxão). Sentei no barco e desistí de continuar.

Trocaram minha linha, aliás um sujeito falastrão, que sabia a um kilômetro qual era o peixe que estava nas comedorias, nome, sexo e tamanho!

Era um cara muito prestativo e bacana, apesar de(na minha opinião, meio que assustado com tamanha cooperação) falar demais!
O nome dele era Carlos Zacca.






O tal falastrão era mais que isso. Era amigo.Me ajudou a trocar o leader, que eu não tinha(ele me deu), falou para eu não desistir, que era"assim mesmo", e também que iria me ajudar.

E me ajudou. Não apenas não se concentrava em sua pescaria, mas ficava me dando dicas onde lançar e me incentivava qdo eu lancava um pouco melhor.

E qdo peguei um peixe no corrico?





Pra mim, era impossível puxar uma coisa daquela num caniço. Quase desisti! olhem a minha cara de "nem sei o que dizer". Eu estava com nojo de pegar no peixe! como faz pra tirar isso daqui?

O tal de Zacca ficava mais feliz que eu! mas muito mais feliz que eu mesmo! Tirava os peixes do leader e me parabenizava, dizendo que eu estava ótimo!

Após ver a mesma empolgação quando fui pegando mais a e mais peixes, vi que havia gente que realmente se importava em não ser feliz sozinho.

Pensei, quero ser assim, se dar bem sozinho é pouco. É muito pouco.

Aquele dia fixou em minha idéia de que, com peixe ou sem peixe, há algo bem maior que nos objetiva a pescar. Amizade, alegria coletiva, prestatividade.
O link com a história em detalhes: http://pescadores.forumeiros.com/relate-como-foi-sua-pescaria-f4/firmino-serras-bonitos-xareus-olhete-t1971.htm
As coisas melhoraram, conheci um pessoal que pescava com kayaks!

Mas isso é uma outra longa história.

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