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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um conselho aos pesquisadores do Brasil

E demais profissionais das ciências biológicas, sem dúvida.

Quando digo que vivemos num país em que o analfabetismo/analfabetismo funcional grassa há mais de 30 anos, não me refiro aos miseráveis sitos em pontos distantes dos centros urbanos. Não lhes nego a existência. O que lhes nego é este título, pois para que pudessem tê-lo, seria mister que passassem por bancos escolares de verdade.

Mas não me refiro apenas aos que tiveram esta oportunidade e vivem próximos às capitais e atingiram o patamar de "escolarizados". Estes, infelizmente não receberam o necessário para uma contribuição efetiva ao país.

Quando me refiro ao analfabeto, àquele que não teve educação formal e educação no aspecto cultural, estou me referindo a mim e a você, querido doutor que, assim como eu, foi iludido nas cátedras da faculdade sobre o quanto de conhecimento obteríamos ao adentrarmos pelos portões da educação superior.

Não quero me alongar, mas preciso te dizer que nós não sabemos tudo. Aliás, não sabemos quase nada. 
E não é porque não sabemos simplesmente, mas porque não queremos ver. Fomos “criados” com o falso sentimento de auto-suficiência.

Talvez seja difícil o que vou te dizer, mas nós não somos grande coisa.
E os fatos refletem isso.

Estranho, mas acabei de te dizer que, aparentemente, quando você sai de sua área, suas habilidades cognitivas parecem se perder.

Não é difícil para uma casta que não sabe a diferença entre “ars servilis” e “ars liberalis” que não entendam muitas coisas. Exatamente, vocês não tiveram o básico, portanto partiram de um pressuposto falso, que engessa sua capacidade de enxergar as coisas. Lembra de Platão, na caverna?

Não vou me alongar.

Vocês (e quando digo vocês, me incluo nessa) não são necessários neste mundo. O mundo pode viver sem aquilo que vocês oferecem, mesmo que sofrendo e morrendo. Aquilo que vocês oferecem é bom e é útil, mas não é necessário.

Vocês sabem quem realmente sente orgulho pelo seu título de doutor?
Apenas a sua mãe, que muitas vezes, mesmo sem entender o significado desta “comenda” sente que seu esforço foi meritório. Mais ninguém. Seus amigos o admiram pelo que você é, seu inimigos lhe invejam pelas outras coisas também, portanto, mesmo que eu abra exceções à minha observação, mantenho-a incólume.

Entenda, você é ÚTIL, não é querido pelas instituições que lhe apóiam.
Se fosse possível a estas instituições e, principalmente ao governo que o subsidia para que haja produção científica e, posteriormente a facilitação do bem estar humano, você seria imediatamente descartado, pois custas caro e causas polêmica.

Muito mais úteis que vocês são os analfabetos felizes que vivem e morrem sem um décimo de conhecimento e noção do mundo que os cerca (e diga-se, vocês não possuem esta noção em grande quantidade ou grau maior que o deles), mas que numericamente fazem total diferença. Vocês são poucos. E são um mal necessário, apenas.

Então, acreditem, creiam que, entre um cientista renomado e um manifestante armado com um molotov, pronto para destruir e matar, o seu governo, o governo que te subsidia, o governo que o “apóia”, este mesmo governo, NÃO VAI ESCOLHER VOCÊ, PORQUE ELE NÃO VAI MESMO.

Os fatos falam por si. Basta nos utilizarmos da mesma observação cartesiana que utilizamos para levar o nosso ofício. ALGUÉM INVADIU, ALGUÉM DEPREDOU, ALGUÉM ROUBOU. AGORA ALGUÉM APARECE NA ENTREVISTA DA TELEVISÃO.

Lembrando: ALGUÉM VOLTOU, AMARROU A SEGURANÇA, AMEAÇOU DE QUEIMAR PESSOAS, ROUBOU DE NOVO, TOCOU FOGO NOS CARROS E NADA FOI FEITO.

A defesa de sua integridade, a defesa de sua vida, a proteção de sua família nunca esteve tanto nas suas mãos quanto hoje.

Diante dos fatos acima expostos, você pode refutar com um argumento aceitável ou aceitá-los.

Mas se aceitá-los, cabe apenas a você a tomada de posição.

Cecal a origem do mal para os animais eles criam e distribuem animais para laboratórios e faculdades de todo Brasil. Estas espécies criadas no CECAL são provenientes de resgates para construção de usinas hidrelétricas na região amazônica, no ano de 1987.Curtir ·  · Compartilhar

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