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quarta-feira, 27 de maio de 2009

A educação livre da marca da Besta

Klauber Cristofen Pires | 27 Maio 2009 publicado no site mídia sem máscara e , de longe a melhor coisa que lí neste começo de manhã.

Impressionante o nível de lucidez e clareza de alguém que procura objetividade na educação e que observa a atuação dos conselhos profissionais, que, em vez de regularem o ensino para sua evolução, se transformaram em organismos responsáveis por "outorgar" aos estudantes pagantes e frequentadores de choppadas, certificados de profissão aos que se submetem às suas "orientações pedagógicas ".


Inspirado no artigo "A Marca da Besta: A Educação do Futuro", de Julio Severo.

"[A Besta] obrigou todas as pessoas, importantes e humildes, ricas e pobres, escravas e livres, a terem um sinal na mão direita ou na testa. Ninguém podia comprar ou vender, a não ser que tivesse esse sinal, isto é, o nome [da Besta] ou o número do nome [dela]". (Apocalipse 13:16-17 BLH)

Sou um dos raros casos de pessoas que alcançam a maioridade antes dos vinte e um anos, eis que me formei, aos vinte, em curso de nível superior, como oficial da Marinha Mercante. Logo depois da minha formatura eu já comecei a trabalhar e, aos vinte e um anos, casei-me com o amor da minha vida, com quem permaneço até hoje. Este fato ressurge em minhas lembranças como uma espécie de privilégio após ter lido - e constatado - as palavras certeiras do artigo de Julio Severo, "A Marca da Besta: A Educação do Futuro".
Com efeito, no seu texto, o articulista pró-familia evidencia o drama dos adultos jovens cristãos que, no auge da vitalidade, e tendo de estudar por anos a fio em busca da independência financeira, vivem o drama de ter de optar entre a abstinência sexual até o dia do casamento ou entregar-se antes dele.

A nossa abordagem procura dar um complemento, à luz do liberalismo econômico, a esta realidade que poucos hoje enxergam, mas que pode estar contribuindo decisivamente para a decadência de nossa sociedade. Como tenho escrito em outros artigos anteriores, a educação formal brasileira - na verdade de todo o mundo atual - acumula disciplinas as mais das vezes absolutamente inócuas para a formação de um indivíduo.

Quando eu era aluno do nível médio, eu era excelente em Química Orgânica: causava-me orgulho em declamar a fórmula da gasolina, assim como toda sorte de ligações covalentes, benzenos e fenóis. Hoje, à beira dos quarenta, constato que tudo aquilo não de serviu de absolutamente nada! Ora, se nem nas usinas petrolíferas é necessário saber a fórmula da gasolina para produzi-la, mas sim o seu processo de produção, será que os então organizadores do currículo esperavam que eu fosse produzi-la na minha garagem para a vender?

Do primeiro ano do meu curso de Direito, constatei que, de vinte disciplinas ministradas naquele período, apenas duas - isto mesmo - apenas duas (!) tinham alguma serventia. Analisando friamente, gastei um ano de minha vida a estudar assuntos que em nada me interessavam, assuntos sobre os quais inclusive mantenho discordâncias, e gastei nisso uma boa quantia em dinheiro, só porque - e só porque - era o estado quem queria que eu os estudasse.

Há quem venha defender que tais cursos sejam importantes para uma formação ampla e cidadã de um advogado, neste caso, ou de qualquer outro bacharel. Bobagem! Certo é que o domínio de conhecimentos gerais seja importante para qualquer pessoa, e que tanto pode se sair melhor profissionalmente quem os detenha. Contudo, estes conhecimentos podem ser consolidados no decorrer da vida e buscados espontaneamente em fontes especializadas; ademais, a presença de tais cursos nos currículos escolares e superiores tem muito mais a ver com reservas de mercado de trabalho, agregação de valor ao produto por parte das instituições de ensino e principalmente, ao projeto do estado, no sentido de doutrinar as pessoas a fazerem o que ele quer que elas façam, o que, segundo a pertinente interpretação bíblica de Julio Severo, significa carregarem "a marca da besta".

As reservas de mercado dizem respeito aos profissionais que obtém vagas de trabalho por força de lei. Longe de prestarem um serviço voluntariamente contratado pela população, isto é, de oferecerem algo que as pessoas naturalmente procuram para satisfazer às suas necessidades mais urgentes, usaram do estado, por força de lobbies, para obrigar instituições de ensino a ministrar os cursos em que se formaram. Isto aconteceu recentemente com os cursos de Filosofia e Sociologia, por exemplo.

No texto de Severo, há uma referência ao fato de o mercado exigir qualificações cada vez mais complexas como condição de admissão. Embora tenha dito uma verdade, é preciso aqui fazermos uma análise criteriosa: o mercado não exige diplomas; o mercado exige competências. O problema é que é o estado quem exige, por lei, que determinadas empresas contratem determinadas profissões. Assim é que uma empresa com mais de duzentos empregados precisa contratar um nutricionista, por exemplo, ou uma empresa de administração de condomínios precisa contratar um administrador ou uma drogaria, um farmacêutico. Quando não há uma exigência explícita em lei, as competências estão insertas dentro de currículos abusivamente inchados.

Dentro de um regime hipoteticamente livre de mercado, naturalmente os melhores empregos restariam justamente aos mais capacitados. Isto é justo, na medida em que estas pessoas, ao fazerem as suas escolhas, também se submeteram a sacrifícios pessoais maiores do que a média dos seus concorrentes. Todavia, sempre haveria condições de emprego para as pessoas medianas, desde que as proibições de contratar ou a limitação ao exercício deste direito seriam inexistentes por parte do estado.

Daí concluir que o excesso de profissionais desempregados nunca foi um problema criado pelo mercado. Com o deságüe anual de dezenas de milhares de novos profissionais pelos cursos superiores mantidos pelas universidades públicas (e agora por instituições privadas subvencionadas por dinheiro público) em número divorciado e muito superior à emergência de empreendimentos econômicos, era natural que houvesse um contingente de não-empregados. Estes desempregados, logrados por falsas expectativas criadas pelo estado, provocaram a demanda política por alocações compulsórias no mercado de trabalho, e é por isto que pagamos mais caro por cada produto que adquirimos ou serviço que contratamos.

A marca da besta, aqui, também se constata de forma categórica por meio dos chamados conselhos de classe ou ordens profissionais, instituições sobre as quais também já escrevi a respeito, e que decidem quem é que pode ou não trabalhar.

O aumento do valor agregado ocorre por conta da situação de superioridade da instituição de ensino formal face ao indivíduo, já que esta detém a delegação de fornecer-lhe um diploma. Antigamente, em um mundo mais livre, uma pessoa estudava para adquirir conhecimento, para com ele oferecer um serviço mais eficiente e satisfatório aos seus semelhantes. Isto significava que esta pessoa, em geral, já se encontrava inserta em um ambiente de trabalho qualquer, e que procurava estudar objetivamente aquilo que interessava ao seu mister, sem desperdício de tempo ou de dinheiro. Atualmente, em via contrária, as pessoas não estudam para adquirir o conhecimento de que sentem necessidade, mas para tão somente obterem o direito de trabalhar! Trabalhar tornou-se não mais um direito inerente à pessoa, mas uma concessão do estado, do qual se torna refém o indivíduo, desde que ele tem de se submeter ao inchamento da grade curricular convenientemente e lucrativamente estipulada pelas instituições formais de ensino, se é que quer sair dali um dia com um diploma na mão.

Por fim, e principalmente, vem o interesse estatal, que ocupa a maior parte da grade curricular para doutrinar o estudante segundo a vontade da sua burocracia e segundo a ideologia da sua deificação e da anulação do ser humano. O aborto e a eutanásia entram bem neste esquema, desde que seja demonstrado que fetos e velhos doentes valham como engrenagens não desejadas ou já gastas, que não têm serventia à máquina. Controlar a natalidade e a mortalidade é uma necessidade para o estado, já que é ele quem controla também a produção, o emprego e o consumo e é ele também quem se encarrega de pagar a previdência e a saúde. Logo, é necessário evitar que pessoas novas nasçam em um mercado de trabalho para o qual ele não tenha criado novas vagas, bem como é preciso economizar recursos com aqueles que já não têm nada a contribuir.

Possivelmente muitas pessoas que tenham lido o que jaz acima procurem, mediante um esforço sadio e bem-intencionado de raciocínio, criticar as minhas posições. Contudo, vejam: por acaso, os maiores empresários do país necessitaram de um diploma de administradores para construírem seus impérios econômicos? E quanto aos maiores jornalistas, tiveram de obter o canudo previamente? E os maiores filósofos e inventores que a humanidade já conheceu, também passaram a vida sentados em bancos escolares?

Estas são provas concretas de que uma educação liberal é capaz de fornecer profissionais mais capazes, com uma notável economia de recursos e alocação dos profissionais no mercado de trabalho, de modo que se formem onde sejam necessários, e principalmente, que possam construir a vida privada logo no início da vida adulta.

Tente, por um minuto, cair em si para perceber o colossal desperdício que é manter improdutiva toda esta população estudantil que já poderia estar trabalhando desde os dezoito anos de idade ou até ainda mais cedo. Na melhor das hipóteses, uma pessoa se forma em um curso de nível superior aos vinte e três, e às vezes não pega o seu diploma até os vinte e sete ou vinte e oito anos. Considerado o tempo até que consiga seu primeiro emprego e o que é ainda mais difícil, consiga alguma estabilidade financeira, teremos um quadro normal de completa improdutividade que não raro beira os trinta anos de idade.

Ocorre que, nesta idade, a fertilidade das mulheres já começa a experimentar uma sensível diminuição, e isto explica em boa parte a baixa taxa de natalidade que hoje assola a Europa e até o Brasil das classes rica e média, com um sério perigo para o desaparecimento da sociedade, a começar por quem seria a elite que teria o dever de conduzir o restante da população mediante o exemplo e o empreendimento.

Em um regime de educação livre, as pessoas poderiam começar a trabalhar desde o início da adolescência, e ir assim conciliando paulatinamente a prática com a teoria, e aprofundando seu conhecimento com cursos livres. Dizer que adolescentes poderiam e mesmo deveriam trabalhar não é nada imoral, antes o contrário: grandes homens se formaram no aprendizado real que o mercado lhes apresentava. Aos seus dezoito ou vinte anos, eram pessoas responsáveis, habilidosas, seguras e confiantes, em muito diferentes dos pseudo-doutores de hoje que saem das cátedras sem saber como se aperta um parafuso, como se redige uma petição ou como se faz uma sutura.

Além disso, tais pessoas são mais imunizadas contra as teorias espúrias que o estado lhes tenta imputar, justamente porque aprenderam a ser pragmáticas e a confrontar a teoria com a prática. No ensino atual, interessa ao estado que esta conciliação não se opere, desde que este sabe o quanto são disfuncionais.

Quer o leitor uma evidência muito clara da dissociação entre o ensino formal e a função que este exerce para a sociedade? Olhe em torno das faculdades e me diga o que você vê: por acaso enxerga livrarias, sebos, ou empresas de tecnologia de ponta? Não, é claro! O que você enxerga são barzinhos, não é? Dezenas deles! E algumas máquinas reprográficas também! Este é um sintoma muito decisivo para demonstrar que as pessoas não estão com a cabeça nos estudos; não almejam os estudos como uma meta; estão ali é à espera do canudo, cumprindo as formalidades. De certa forma, elas agem de uma forma racional: fingem estudar para um sistema que finge lhes ensinar. Não raro, professores que bebiam nos bares adjacentes à minha faculdade vinham dar aula com sintomas de influência alcoólica, e voltavam aos copos após o cumprimento dos seus horários, junto com os demais alunos cabuladores. Ao fim de um curso, é mais provável que um acadêmico adquira uma cirrose do que algum conhecimento sobre a área em que pretende atuar.

Note o leitor como a educação formal faz com que tantas quantas figuras passem a decidir o que você tem de estudar, exceto o primeiro interessado, que, ora bolas, era pra ser você mesmo! Não é para menos que seus estudos formais atendam antes os interesses destas entidades do que os seus próprios.

A esta altura, alguns leitores poderão, atônitos, perguntar se defendo, por exemplo, que alguém sem o diploma de engenharia se ponha a assinar a planta de um edifício. Daqui afirmo: é isto mesmo o que digo, desde que seja mantida a condição essencial de que, em um regime de máxima liberdade, também tenha lugar a máxima responsabilidade. Em um regime de máxima liberdade e máxima responsabilidade, uma empresa há de contratar alguém que saiba construir um edifício, e não alguém que apresente um diploma que afirme ser engenheiro aquele que só aprendeu a construir "uma sociedade mais justa e solidária segundo Karl Marx" entre um copo e outro no bar ao lado da faculdade. Ela vai fazer isto porque, caso seu edifício caia, há de pagar por todo o prejuízo causado. Pois aqui pergunto: as vítimas do edifício Palace III já receberam as suas indenizações? Dos casos de negligência médica apresentados nos jornais, quantos destes profissionais tiveram o registro cassado? E quanto aos advogados que passaram trapacearam seus clientes, quantos?

Tenha-se claro aqui que não defendo a lulice como exemplo de comportamento. Defendo como ninguém que os jovens se preparem mediante o estudo sério, objetivo e comprometido. Porém, isto está muito longe de se alcançar por via do sistema de ensino formal.

3 comentários:

Marius disse...

Fala Dema,

Li e não concordei com quase nada do que está escrito. Acho que o autor confunde a decadência do ensino e o foco mercantilista empregado sobretudo pelas instituições particulares com a falta de necessidade de ensino formal. Por que ele acha que a falta de punição aos erros profissionais seria resolvida se qualquer pessoa passasse a assinar por eles? Isso não faz o menor sentido. E que sociedade é essa em que ele acredita que o ingresso precoce no mercado de trabalho melhoraria a economia? E desde quando a taxa de natalidade tem implicação nisso? O sujeito adota parâmetros semelhantes aos da época da revolução industrial mas não olha pra trás pra saber como era a qualidade de vida naquele tempo. Partiu de uma premissa errada, tirou conclusões erradas, por mais que tenha tangenciado problemas reais. Se os conselhos de classe obrigam à criação de reservas de mercado, inicialmente foi porque a sociedade em si prefere os caminhos mais curtos e lucrativos. O problema é que isso também virou uma atividade mercantil - se eu acho desnecessário ter um responsável técnico, escolherei o mais barato - e proporcionalmente (in)competente. Sebos, livrarias, foram substituídos por bares? Vivemos em uma era em que a informação chega pelo computador, qual será a influência disso na formação dos profissionais de hoje, e que influência isso teria na decadência da informação impressa? O autor ignorou... Li recentemente artigos sobre a decadência mundial da mídia impressa, os maiores jornais do mundo estão financeiramente abalados e perdendo espaço. Seus administradores apontam uma causa principal - o Google.

Talvez os primeiros cirurgiões açougueiros tenham sido razoavelmente competentes a ponto de gerarem a semente que tornou da cirurgia uma especialiação da medicina, agora, dizer que nos tempos atuais o melhor dos açougueiros teria condição de exercer a medicina é forçadíssimo. E se ele acha suficiente agregar responsabilização à atividade, deveria meditar sobre porque isso não acontece agora, com diplomas e tudo.

Att.,

Marius

Ademar Couto disse...

Marius,


O texto é lúcido quanto á forma de analisar que existe um erro acontecendo e nos dá os sintomas disso.
De forma alguma virei fã e fiel seguidor do autor. Deixei de ter esta conduta no final da adolescência. Hoje quando lembro desta fidelidade canina que mostrava aos outros, sinto é muita vergonha...

A educação formal brasileira acumula disciplinas absolutamente inócuas para a formação de um indivíduo e isso é um sintoma que você encontra, seja quando vê seu currículo estudantil ou quando é obrigado a montar uma grade curricular para preencher a carga horária de aulas, mesmo dentro de uma pós.

E os alunos têm que pagar por isso. Ou será ISSA? Ou ECA? Isso sem falar nas matérias mal dadas, só vou me manter nas sem objetivo. (cara, é bom falar com veterinário... da rural... quase da mesma sala/turma... com a mesma formação/interesse....)

Discordo também da forma que o autor sugere para este conserto, mas sei que você também conhece gente capaz que não recebe mecanismos práticos de chancela legal da parte do estado para exercerem seu ofício. Você brigou para que eu desse aula na pós, né? Por quê? Eu não tinha pós. O Pachaly não conseguiu isso e vivia me pedindo pra fazer mestrado... to chorando não, mas tanto eu como você passamos por este tipo de coisa.

Este é o meu ponto de discordância com o autor, pois não acredito que o estado deva abrir mão do controle NUNCA, o que deve é ser feito de forma moralmente conexa e não por iniciativas de corporações patronais com interesses parciais.
Voltar à época da revolução industrial é atraso óbvio.Eu ainda lembro do pó de carvão entrando no meu nariz. Eram melecas gigantes que a gente tirava naquela época...

O que sustento é que existe lugar para educação formativa profissional e formação cultural, o que nem sempre é oferecido realmente pelos cursos, e que os cursos superiores não conseguem fazer dissociação entre os dois – a gente vai pra faculdade para aprender O OFÍCIO e não para adquirir cultura, o que se espera ter sido ministrada pelos pais desde a juventude tenra.

Em que momento do curso de veterinária você realmente se deu conta da objetividade do que aprendeu e sua empregabilidade na vida profissional? Quando você se deu conta do que iria fazer com o que tinha aprendido? Sei que a gente já tinha um objetivo ao entrar- animais selvagens (aliás, o que eu to fazendo escrevendo num blog?), mas olhe em volta, fomos exceções! Lembro que a maioria estava sem rumo. e quem estava sem rumo, ia para... a clínica! voce viu quantos que objetivaram fazer diagnóstico radiológico/cirurgia/pesquisa/terapia não cnvencional no 3º período?

Ademar Couto disse...

continuo...
Cabe distinguir o discurso do autor, que ressalta apenas os lobbys criados por interesse escuso e não os montados em função de necessidades reais da profissão.

Não cabe aqui discutir se é útil um veterinário em uma pet shop que venda remédios, mas que venda animais, pois é obviamente útil, mas a necessidade de um veterinário numa distribuidora de remédios veterinários.
Pra quê? Pra ver a validade das caixas? Eu preciso de 5 anos de faculdade pra isso?

Isso não é a causa de um mané qualquer escolher um veterinário incompetente barato (redundância?) pra trabalhar na sua pet shop. A razão disso é que o mané não vê utilidade em pagar um vet que nem aparece na loja, para que ele veja a validade dos remédios apenas. Pra isso basta saber consultar calendário, mas o estado obriga ter um.
O cara é uma fonte de prejuízo imposta pelo estado, que cedeu aos apelos sempre muito bem intencionados das corporações profissionais! só pra elmbrar, o conselho federal/estadual ainda não descobriu que existe veterinário trabalhando em resgate de fauna em empresas como a vale do rio doce, Cesp e mil outras, nunca pensaram nisso de forma a defender a área lá, você vê biólogo fazendo eutanásia e anestesia em campo, mas experimenta montar uma lojinha sem vet com RT!!!!!

A questão é que a economia de mercado precisa de competência e não de diplomas vaziooooos.
É obrigação do estado impedir que se criem diplomas vazios, mesmo com as puxadas de sardinha para seu lado dos conselhos e das faculdades. Nisso concordamos.
E eu também não quero a volta dos açougueiros!

Sei que a internet se tornou fonte insuperável de informação fresca. A gente sempre utilizou e pagou pra isso na nossa época. Mas daí achar que é regra? A regra é ir pro bar! Não existe computador no bar. Não existe lan house no bar. Só tem bebida no bar pq ninguém vai ao bar para estudar. A gente vai pra beber! E a verdade é que: se você quiser encontrar estudantes da faculdade em horário de folga, vá ao bar!


Eu não tenho como precoce este ingresso juvenil ao mercado (e creio que seria útil por razões óbvias, uma delas é a formação e a informação prévia sobre o mercado de trabalho como forma de decidir profissão) que deveria ser opcional e não proibido, mas com certeza é fazendo que se aprende e a outra opção que sobra é ficar em casa sentado após a aula.

E eu não considero saudável, portanto útil, manter um adolescente alienado (tautomérico demais...) na frente do playstation dos 12 aos 18, podendo-se aventurar no mercado de trabalho em meio período e facilitar seu processo de escolha na hora de encarar o que fazer no vestibular. No mínimo, mais útil que a sessão da tarde. Isso deveria ser opcional e de escolha da família, mas o estado proíbe alegando escravidão “infantil”.

Mente vazia / oficina do diabo. Rave, show,goró, comprimido, pó,clac, pôu! Cabou!

Quando se analisa a futura demanda de mercado para se entrar em um curso universitário/técnico(que dura em média 3/5 anos) podemos confiar num mercado flutuante como o nosso? Então porque aceitamos como verdade os consultores que se baseiam em corporações? Prefiro colocar o jovem com a possibilidade de contato (opcional) com o mercado de trabalho. No mínimo, ele terá mais subsídios para decidir e mais experiência para tomar decisões.

Quanto ao controle populacional utilizado pelo estado, provavelmente é baseado em algo. As políticas de previdência e de controle populacional do estado não levam em conta os ditames do estado? Pouco provável. Estes parâmetros geram conseqüências em longo prazo que revertem em milhões de lucro ou prejú.

É muito difícil crer que o estado não se utilize de políticas de planejamento a longo prazo quando se analisam estes fatores.

É sempre muito bom falar contigo, preciso de oxigenação cerebral às vezes, por causa do alzheimer. Não some não.

Ligou pra Rosaninha?