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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A MORTE DAS NAÇÕES E A MORTE DA LIBERDADE

  tão importante que foi trazido pra cá de http://tradutoresdedireita.org/a-morte-das-nacoes-a-morte-da-liberdade/


A morte das nações, a morte da liberdade


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[*] Por Joseph Pearce
Existem muitas maneiras pelas quais as liberdades a que não damos importância estão sendo retiradas de nós. Uma das mais notórias é a forma como o crescimento do globalismo tem conduzido o desgaste contínuo da soberania nacional.
Isso importa? As nações são realmente necessárias em uma economia cada vez mais globalizada? Estariam elas prontas a seguir o caminho dos dinossauros?
Eu responderia tais questões delineando uma analogia com a importância da lei, como defendido por Thomas More na peça de Robert Bolt, “A Man for All Seasons” (Um Homem para todas as Estações):
“E quando a última lei fosse derrubada e o diabo te cercasse – onde te esconderias, Roper, uma vez que todas as leis estariam sendo esmagadas? Este denso país estabeleceu-se por meio de leis de uma costa a outra – leis dos homens, não leis de Deus – e se as cortasses, tu realmente pensas que poderia permanecer em pé diante do temporal que viesse em seguida? Sim, eu daria ao diabo o benefício da lei, para minha própria segurança.”
O que isso tem a ver com a existência das nações e sua soberania política?
A questão é que as nações servem para as mesmas funções que as leis. Se nós abolimos todas as leis, não teremos a liberdade, como os anarquistas acreditam, mas a tirania. Na ausência da lei, o mais forte devora o mais fraco. Semelhantemente, se nós abolirmos todas as nações, ou corroermos seu direito soberano de autodeterminação, não teremos uma comunidade internacional de cidadãos do mundo, como os globalistas acreditam (ou dizem que acreditam), mas sim uma tirania globalista na qual as mais poderosas organizações, instituições financeiras e impérios políticos terão rédeas soltas e carta branca.
Que tipo de liberdade política será deixada para o homem comum nas ruas, quando todos os governos e todo o poder estiverem centralizados em organizações globais? Que voz ele terá? Quem irá ouvi-la?
Modificando as palavras de Thomas More, quando o último governo nacional desabar e o diabo, também chamado de Big Brother, cercar você – onde você se esconderá, se todas as nações estiverem esmagadas? Esse mundo plantado profundamente pelas nações de leste a oeste, e se você as corta….. você realmente pensa que poderia permanecer em pé diante do temporal que viria em seguida?
jv7curmort4-movieposter_maxresAs organizações globais e instituições financeiras globais querem um campo de atuação nivelado, sem os obstáculos incômodos que as nações apresentam a elas, assim como suas leis. É do interesse delas que a soberania nacional deva ser corroída. É por esse motivo que os globalistas apoiam domínios políticos tirânicos, tais como a União Europeia, que corrói a soberania dos seus Estados-membros. É muito mais fácil para os globalistas negociar com [um número] relativamente pequeno de impérios multinacionais a lidar com uma imensidão de nações individuais. As nações têm que ser sacrificadas no altar de Mammon para que Mammon possa tê-las ao seu dispor. As pequenas nações devem ser esmagadas e, com elas, muitas das pessoas simples que vivem e apreciam sua liberdade e cultura locais.
No livro 1984, de George Orwell, o mundo foi dividido em três monstruosos impérios: Oceania, Eurásia e Lestásia. Cada um deles é uma tirania na qual as nações deixaram de existir e os seus indivíduos foram reduzidos a figuras impotentes e alienadas, privadas de toda a liberdade. Esse é o destino que nos aguarda caso consentirmos com os globalistas destruindo a liberdade nacional em nome da Globalização.
[*] Joseph Pearce. “The Death of Nations, the Death of Freedom”. The Imaginative Conservative, 12 de Julho de 2016.
Tradução: Walkiria Mello
Revisão: Renan Poço

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Impune. Mais uma vez. Tá feliz? Mas lembre-se:

O vento que venta lá, venta aqui também.

E o vento costuma mudar de direção de uma hora pra outra.


Martin Niemöller:



Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mea Maxima Culpa – mas a vida também tem disso. Minhas idiossincrasias . Ou “OF WOLF AND MAN”. (Pra tornar mais palatável)




Depois de tanto ouvir (se eu não tivesse ouvido tanto, isso mesmo, vocês estariam livres deste texto, portanto culpem as pessoas que me encheram o saco) pessoas dizendo que eu não devia pescar “porque machuca o peixe”, “já que você os machuca, por que não mata logo?” “que esporte sangrento, não tem nada melhor pra fazer?” e outras coisas mais, e eu tentando contra argumentar dizendo: “Acho melhor soltar depois de pescar” “eles vivem depois e se recuperam” “prefiro pescar a malhar”, eu resolvi fazer uma autocrítica. Não gostei do que vi e estou repartindo com vocês. Azar o de vocês.

Após muito pensar e analisar algumas das minhas paixões (pesca) e admirações (caça/ tourada; não, não gosto de rodeio, aquilo não me deixa alegre. Mas não é por causa dos animais e sim por puro gosto mesmo) e analisando minha opção pelo mundo natural, inclusive no campo profissional (sou veterinário de selvagens, amo resgates de fauna e vida no mato, gosto de ver bichos e de tratar animais, reproduzir também) eu vejo que não sou coerente com o tipo de ação que tenho realizado na vida.

Tá. E daí? O que fazer? Largo da veterinária e abandono tudo o que degringola a mãe natureza? Afinal veterinária, para os que não sabem, também é utilizada para produção animal (eu também trabalho produzindo animais para experimentação, ora... mesmo que regulamentada por CEUAs ainda assim é um tipo de abuso). Renego meu apreço por assistir um valente de 70 kg duelando com um touro furioso de 1000 kg? Renego minha admiração por sujeitos que se metem na floresta com uma besta ou um arco ou uma lança e rastejam à procura de um animal para lhes enfiar uma seta no coração, mesmo com tudo contra, ou seja, no terreno dos caras, vento contrário, terreno difícil e material da era do gelo?

Infelizmente nem apelar pra velha estorinha do lado primitivo eu poderia. Larguei esta coisa de “lado primitivo” e em “contato com a mãe natureza”. Primeiro porque eu estou em franco processo de desapego à ideia de lados primitivos. Não tenho lado animal. Todos os meus lados são humanos, pois sou humano. Não possuo lado animal, nem tentando, embora tenha tentado uma parte da minha vida (sempre aquela história de testar/tentativa e erro/análise empírica/cartesianismo científico).

Possuo dois lados, um dentro e um de fora, que me são totalmente meus e eu, que me lembre, nunca fiquei comendo capim de forma alegre. Gosto de carne ao ponto, fígado quase cru e tudo e todos sempre maturados, conforme só um humano(e alguns cães que moram com humanos) sabe apreciar. Logo, desisti de sentar no colo da mãe natureza, até porque eu vejo que a natureza é uma baita madrasta má. Não se pode dar mole pra ela que ela te janta. “Besides” , até pelo fato de ser mulher ela necessita de um homem para controlá-la. Mulheres são selvagens às vezes e podem descambar para o lado emocional. Se existe algo selvagem na humanidade, este lado, com toda certeza usa bolsas e veste calcinhas.

Portanto, a despeito do que os ecologistas de plantão possam achar, dizer, julgar e condenar, até porque eles não contribuem com minhas contas, eu renego aqui o meu pretenso saber natural. Sei que alguns amigos pode até ficar chateados comigo por uns dias, sei que a maioria vai discordar de outras formas, uns argumentando, outros falando que é mais uma abobrinha do Dema, que não esperou os 60 pra ficar senil, até porque já haviam indicativos inequívocos de suas impaciência para atingir as esferas “Alzheimicas”, mas o fato é que acabo de abandonar Darwin sozinho e não tem nada a ver com religiosidade e fé. Creiam-me, queridos amiguinhos e futuros detratores.

Então, é isso aí. Sou um cara que nasceu para dominar a caça, a patroa e as crianças, cada um de uma forma adequada, claro, que não vou correr o risco de administrar mal nada do que me é afeito (É. Não sou inimigo de nenhum deles!). Sou um indivíduo egocêntrico e não ecocêntrico, não faço parte do círculo de “amiguinhos” dos quais eu trato, admiro e caço às vezes. Preciso caçar pra me divertir e às vezes matar pra comer, pois algumas iguarias não são tão boas adquiridas na fila do supermercado.

Confesso que jamais desperdiçarei uma vida. Aproveitá-la-ei em toda a sua magnitude, desde o momento da preparação, passando pelos momentos da espreita e do golpe final até o momento do preparo e assimilação. Confesso também que jamais desperdiçarei a chance maravilhosa de caçar algo que me atraia, levando ou soltando, de acordo com a lei e de acordo com a moral que tenho, que aparenta ser sólida depois de tantos anos posta à prova. Embora pareça paradoxal para a maioria,  a verdade é que eu admiro os animais, mas não me canso de matá-los.

Talvez o meu modo de agir tão anti-natural, destruidor e capitalista em extremo acabe me colocando ao lado do que um amigo uma vez  definiu: “Uma maldita força da natureza(você é muito primitivo, Mané!)”. Talvez me olhem como um destruidor. Ou um predador. E talvez como um predador assumido(assumido por que eu cogito sum, o que pode me distinguir de um animal, então)  eu termine encontrando Darwin no fim da fila, e não no início (isso também parece incoerente? Eu também achei).

 

EU não me sinto confortável ao ver um apresentador qualquer de programa de pesca pegando o peixe, possivelmente apavorado e certamente machucado, carregado à força,  fazendo apologia à preservação e à beleza do mundo natural, diante de um peixe machucado por uma garatéia. Vê-los entoando odes à natureza bela, à preservação e ao pesque e solte porque é lindo, francamente me deixa constrangido. Preservaríamos melhor se os deixássemos em paz. Mas não conseguimos. Precisamos pescar, caçar, matar.

Pra mim não faz sentido.

Eu quero pescar e sabe por que eu faço isso? Porque gosto. 

Se dependesse de mim, garatéias não machucariam peixes. Mas não vou esperar um dia acontecer para começar a pescar, portanto eu pesco, caço, mato, porque eu , de alguma forma preciso fazer.

Se isso me coloca distante do ecológico, por ser mais forte que eu, continuo no encalço da minha caça. 




Mas quer saber? Não me importo.

Self Pity
I never saw a wild thing Sorry for itself.
A small bird will drop frozen dead from a bough
Without ever having felt sorry for itself.