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terça-feira, 8 de maio de 2012



A diferença entre a brasileira e a americana

Mulheres brasileiras indefesas e uma jovem mãe americana preparada para se defender

Julio Severo
O que acontece quando um bandido invade uma casa de noite e encontra uma jovem?

No Brasil, eis o que ocorre:

Gazeta Digital de 29 de abril de 2012: Homem invade casa e estupra uma mulher de 21 anos, no bairro Dr. Fábio, em Cuiabá. O crime aconteceu na manhã deste domingo (29). Após o marido da vítima sair para trabalhar o bandido aproveitou para entrar na casa. Segundo a polícia, ele estuprou a mulher e fugiu levando um celular, um notebook e uma carteira.
Impacto de 10 de janeiro de 2012: Assaltante invade residência e estupra menina de 13 anos.
Repórter MT de 1 de dezembro de 2011: Quadrilha invade casa, amarra marido e estupra mulher: Quatro homens armados torturaram a família Ávila, de classe alta, durante a noite desta quarta-feira (30). Segundo a Polícia Civil, os criminosos, além de roubar a família, estupraram a dona da casa, durante o assalto. Uma prima da família conseguiu fugir do grupo que tentava abusar dela também.
Guia Campina de 18 de abril de 2012: Mulher foi surpreendida com o bandido dentro do seu quarto, sendo estuprada. A polícia ainda não conseguiu identificar o homem que invadiu uma casa na madrugada desta quarta-feira, 18, agrediu, estuprou uma mulher e depois fugiu levando uma bicicleta, dinheiro e alguns objetos. A mulher contou a polícia que estava dormindo no seu quarto com seus três filhos quando foi surpreendida com um homem que lhe agrediu e foi obrigada a manter relações sexuais com o desconhecido que estava armado com uma faca peixeira. O esposo dela estava trabalhando numa fábrica.
MidiaMaxNews de 28 de fevereiro de 2012: Duas jovens, sendo uma de 14 e outra de 24 anos foram estupradas por um homem que invadiu a casa onde moram por volta das 3h40 desta segunda-feira (27)…

Impunidade chega a 90% de todos os homicídios no Brasil

Conforme pesquisa que fiz pelo Google, os casos de meninas, moças e mulheres estupradas a noite por bandidos que invadiram suas casas para assaltar são incontáveis. Quando um assaltante invade uma casa de noite e encontra apenas um homem, o assalto pode vir acompanhado de assassinato. Mas quando a vítima é uma mulher sozinha, com o marido trabalhando, o estupro é inevitável.
E a pobre mulher indefesa nem pode expressar a mínima queixa diante dos criminosos, que têm toda liberdade de torturar, estuprar e matar. Se o criminoso optar por matar a vítima, a polícia pouco poderá fazer, antes ou depois do assassinato. A polícia brasileira tem sido impotente em seus esforços para deter os mais de 50 mil assassinatos por ano — sem mencionar milhares de estupros.
Cerca de 90% dos casos de homicídio ocorridos no Brasil nunca são devidamente esclarecidos e seus autores nunca são devidamente condenados. A informação é do presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Hélio Buchmüller. Isto é, 90% dos assassinatos no Brasil terminam em impunidade.
Quem pode garantir então que no caso do estupro não existe uma impunidade pior?
É evidente que os meios de comunicação patrocinados pelo governo e o próprio governo educam o povo a confiar somente na polícia para proteção. Assim, se um bandido invadir de surpresa a casa de uma moça no meio da noite, ela deve gentilmente pedir permissão para o criminoso a fim de chamar a polícia. Se o criminoso for atencioso, os dois ficarão sentados no sofá aguardando a polícia. Certamente, o final será muito feliz e sem estupro!
Talvez o governo desarmamentista devesse fazer uma campanha para educar os criminosos a permitir que suas vítimas telefonem para a polícia durante os assaltos, estupros e assassinatos. Isso grandemente ajudaria a polícia e as vítimas.
Infelizmente, os bandidos nunca atenderão às campanhas do governo, seja para o desarmamento ou para serem gentis com suas vítimas. Eles nunca darão chance alguma para suas vítimas. E a polícia fartamente sobrecarregada de crimes para resolver nunca terá condições de atender prontamente a todas as emergências.
Então, o que a vítima deve fazer para se defender?

Nos Estados Unidos, eis o que acontece quando as vítimas podem se defender:

G1 da Globo de 5 de janeiro de 2012:
Uma americana de 18 anos que cuidava de seu bebê em casa no último domingo (1º), na madrugada do Ano Novo, disparou e matou um dos dois homens que tentaram invadir sua casa, segundo reportagem do canal americano ABC.
Sarah McKinley estava em casa sozinha com a criança de apenas 3 meses em sua residência perto de Oklahoma City quando viu pela janela dois homens rondando casas vizinhas, um deles com uma faca de caça de 30 cm de comprimento. Preocupada, ela buscou proteção.
“Peguei a [escopeta] calibre 12, fui até o quarto e peguei a pistola, coloquei a mamadeira na boca [do bebê] e liguei para a polícia”, afirma.
Sarah McKinley está preparada para receber invasores e estupradores
O áudio da ligação foi gravado pela polícia:
- Estou com meu bebê sozinha em casa, vocês podem mandar alguém imediatamente?
(...)
- Suas portas estão trancadas?
- Sim. Tenho duas armas nas minhas mãos, posso atirar nele se ele tentar entrar?
- Não posso dizer que você pode fazer isso, mas faça o que você precisar fazer para proteger seu bebê.
Em seguida, ouve-se o disparo. A polícia considerou que a atitude foi justificada.
“Não teria feito isso se não fosse pelo meu filho. Eu tinha que protegê-lo”, conta Sarah, que estava sozinha com a criança no Ano Novo porque ficara viúva dias antes. O marido morreu de câncer no dia de Natal.
Qual é a diferença entre essa jovem mãe americana e as brasileiras que foram estupradas e roubadas? A americana é protegida por leis que lhe garantem o direito de ter e usar armas para defesa pessoal. As brasileiras não têm nenhuma proteção do Estado contra uma invasão repentina de criminosos no meio da noite.

Impunidade para os criminosos e desarmamento para as vítimas

Notícia recente do jornal Examiner revelou que o número de assassinatos no Brasil é mais elevado do que o número de mortes em zonas mundiais de guerra. Em média, são 50 mil assassinatos por ano no Brasil. Com tal número elevado, não é de admirar que 90% dos assassinos no Brasil fiquem impunes.
No Brasil, o cidadão não tem escolha: ou cuida de sua defesa pessoal, ou fica à mercê de bandidos e da proteção de uma polícia que não tem condição nenhuma de dar conta do número elevadíssimo de 50 mil assassinatos por ano.
Anos atrás, num artigo na revista esquerdista Ultimato defendendo a campanha governamental petista pelo desarmamento da população, Ricardo Gondim, hoje um homem desviado e isolado por seu radicalismo ideológico em nome da Bíblia, disse que os cristãos que são a favor de armas para defesa pessoal não têm o direito de citar textos como o Salmo 91: “Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio’”.
A vasta maioria dos Salmos foi escrita por Davi, que pedia proteção e ajuda a Deus. Mas ele também fazia sua parte: ele utilizava normalmente uma espada, que era uma arma mortal equivalente a um rifle militar hoje. Quando o Senhor Jesus nos orientou a orar pedindo “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”, ele não quis dizer que devemos cruzar os braços e deixar somente Deus fazer a parte dele. Como no caso de Davi, precisamos fazer a nossa parte, tanto para alimentação quanto para a defesa de nossas famílias. Eu confio no Senhor Jesus e nunca toquei numa arma em toda a minha vida. Mas conheço as Escrituras o suficiente para saber entender que só porque eu não utilizo uma arma não posso condenar quem precisa utilizá-la. Aliás, há ocasiões e situações em que seu uso é necessário. Mas os comunistas não pensam assim. Para eles, a população deve permanecer eternamente desarmada diante de suas tiranias…
Gondim já caiu de seu pedestal, e hoje com justiça suas ideias são vistas como loucura.
No entanto, há outros líderes evangélicos que se aliam ao governo em sua meta comunista de desarmar a população. O Rio de Paz, fundado e comandado pelo pastor presbiteriano Antonio Carlos Costa, é a maior organização evangélica de desarmamento da população.
Esse radicalismo comunista contrasta com a tradição conservadora presbiteriana, que deixou como legado, na Suíça (cuja capital era a Santa Sé do calvinismo), a defesa armada como direito do cidadão. Nos EUA, o calvinismo também trouxe como resultado esse direito.
Mas como é que no Brasil a organização presbiteriana mais destacada nessa questão trabalhe exatamente para atingir a meta comunista de desarmar a população?
É evidente que todos os criminosos devem ser desarmados. Todos os assassinos e estupradores não devem ter nenhum acesso a nenhuma arma.
É igualmente evidente que todos os cidadãos de bem precisam ter armas e outros recursos na guerra contra o crime que o Brasil está perdendo, com 90% dos assassinos gozando plena impunidade e liberdade para continuar matando e estuprando.
Seria um crime deixar sua esposa sozinha em casa sem nenhuma defesa. Os pais e maridos fazem isso porque o Estado não lhes permite se defender conforme é necessário. Interesses comunistas de subjugar e desarmar a população são muito mais importantes, para o governo, do que o bem-estar das famílias.
Contudo, independente das obsessões comunistas de um governo, defender a própria vida e família é um direito humano indispensável. Se podemos ter portas e janelas trancadas como recurso mínimo de proteção, por que não recursos maiores que estejam à altura da crítica situação de guerra do Brasil, onde bandidos invadem casas no meio da noite para roubar, matar e estuprar?
Claro que, mesmo com o direito de ter e usar uma arma para defesa, a polícia é necessária. Enquanto a mãe de 18 anos aguarda a chegada da polícia, ela tem o direito de fazer tudo o que for necessário para defender a si e seu bebê de criminosos que estão invadindo sua casa no meio da noite.
Com duas armas nas mãos, uma jovem mãe tem, nos EUA, alguma chance contra dois bandidos. No Brasil, ela não tem chance alguma. Ela depende da “boa vontade” dos criminosos. Por determinação governamental, ela é obrigada a ficar totalmente desarmada diante de bandidos ávidos de roubos, estupros e assassinatos.

Esquerda, aborto e defesa pessoal

Claro que a comparação entre a brasileira e a americana é limitada. Legalmente, a mulher americana pode se defender de criminosos. Mas essa mesma lei lhe dá o direito de agir como criminosa: Ela também pode matar, antes do nascimento, quantos bebês ela quiser. A lei americana protege o assassinato de bebês durante os nove meses de gestação. Os nazistas aplaudiriam o “progresso” americano do morticínio legal e médico dos inocentes. A esquerda uiva de alegria com o notório exemplo americano de “interromper” a gravidez com requintes de elevada crueldade médica e legal.
De acordo com a esquizofrênica lei americana, se dois criminosos decidirem invadir o santuário do lar na calada da noite, a jovem de 18 anos, para se defender, pode atirar. Essa mesma lei permite que ela, com a ajuda de um médico, invada o santuário do útero para aniquilar seu ocupante.
No caso do bandido invasor, que é totalmente culpado por sua ação, ele pode sair vivo ou morto, dependendo de onde as balas acertarem. Mas quando os instrumentos aborteiros do médico, pela vontade da mulher, invadem o santuário do útero, o bebê em gestação está totalmente desarmado e inocente contra seu iminente extermínio.
Muitos desses assassinatos de inocentes são financiados com dinheiro de imposto que o governo americano arranca de seus cidadãos.
Esse é um aspecto nazista, comunista, ditatorial, nojento e assassino das leis e liberdades americanas.
Entretanto, a esquerda brasileira, que vem se sacrificando para importar para a cultura brasileira aborto, homossexualismo e tudo o que é mais podre das leis e costumes dos EUA, faz vista grossa à defesa pessoal e a outros aspectos positivos da cultura americana, como a educação escolar em casa.
Há muitos anos a poderosa esquerda assassina americana tem o Brasil na sua mira.
O planejamento familiar, com muitos de seus métodos micro-abortivos, foi introduzido no serviço público no Brasil décadas atrás, por pressões e esquemas nos bastidores da Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de clínicas de abortos nos EUA. Só não conseguiram ainda legalizar o aborto porque o Brasil está resistindo de modo feroz. As mesmas forças multibilionárias americanas que legalizaram o aborto nos EUA em 1973, assassinando desde então mais de 50 milhões de bebês em gestação, há muitos anos investem para que o Brasil também venha a ter o “direito” de assassinar milhões de seus bebês.
No aspecto do aborto, a tradicional esquerda “anti-americana” do Brasil está disposta e ávida de importar tudo o que vem dos EUA. Ela ama o aborto! E igualmente ama cidadãos desarmados.
Entretanto, as mães do Brasil não precisam do “direito” de matar seus bebês a fim de satisfazer à sanha de multimilionárias fundações esquerdistas assassinas dos EUA.
Elas precisam, urgentemente, do direito humano fundamental de defender a si e seus bebês contra os perigos e males imprevisíveis de uma sociedade brasileira entregue aos criminosos fortemente armados e aos criminosos ideológicos que estão determinados a desarmar a população de seus recursos para defender suas famílias.
Mães devem ser legalmente armadas para se defender de bandidos, não para matar seus bebês.
Mães e bebês precisam de defesa, não de aborto.

Ricardo Gondim manda chumbo grosso nos evangélicos que votaram a favor dos brasileiros se defenderem


Ricardo Gondim manda chumbo grosso nos evangélicos que votaram a favor dos brasileiros se defenderem


O direito à defesa armada contra bandidos armados não equivale a um suposto “direito” feminista de abortar crianças inocentes
Julio Severo

Mais de cem milhões de seres humanos foram assassinados por governos totalitários de linha marxista. É um fato triste, porém inegável. É difícil imaginar como líderes e governos marxistas não tiveram nenhum tipo de mínima sensibilidade para com seres humanos indefesos e conseguiram cruelmente eliminar tantas vidas. E é mais difícil ainda tentar entender como até hoje esse mesmo marxismo encontra refúgio, apoio e defesa entre milhões de seguidores socialistas, esquerdistas e progressistas — até mesmo entre os cristãos.

Contudo, toda essa enorme represa de sangue é acobertada pelos pretextos mais descarados e hipócritas. No Brasil, por exemplo, o brasileiro comum tem enorme dificuldade de entender a mortandade que a ideologia esquerdista já custou para a humanidade, pois os comunistas, socialistas, esquerdistas e progressistas do Brasil são abertamente “pacifistas” e contrários ao direito de o cidadão utilizar armas para a defesa de sua família. É como se o próprio diabo tivesse se transformado em anjo de luz, e a própria Bíblia diz que isso é possível.

No entanto, nenhum deles se levanta para protestar contra o uso de armas de fogo de governos comunistas contra seus cidadãos inocentes. Nenhum esquerdista pacifista do Brasil se levanta contra a violência armada da ditadura cubana contra seus cidadãos indefesos. Nenhum evangélico progressista se lembra de utilizar a Bíblia para atacar a violência armada dos governos comunistas. Por que?

Apesar de tudo, um evangélico progressista, em artigo na revista Ultimato, lembrou-se de atacar os evangélicos que votaram nãoao plano do governo petista de tirar dos cidadãos do Brasil o direito de se defender. O voto não, que saiu vencedor, provocou tristeza entre os assassinos e criminosos, que correm o risco de enfrentar alguma vítima capaz de se defender, e causou indignação igual entre os esquerdistas ateus e os evangélicos progressistas, que pensam exatamente da mesma forma como o comunismo e o nazismo: nenhum cidadão tem o direito de se defender, principalmente das agressões armadas do governo.

Em artigo intitulado “Recado aos evangélicos brasileiros que votaram no Não”, na revista Ultimato de janeiro/fevereiro de 2006, Ricardo Gondim apresentou 7 pontos de sua oposição aos evangélicos que votaram não ao plano do governo petista de desarmar os cidadãos. O objetivo do referendo não era desarmar os criminosos, mas desarmar exclusivamente a população que mais sofre como vítima dos criminosos.

Minha principal motivação para escrever essa refutação é dar uma resposta clara, pois Gondim fez uma comparação ridícula, insinuando que os evangélicos que apoiaram o direito dos cidadãos do Brasil a uma defesa armada contra bandidos armados agora terão também de apoiar o direito das feministas ao aborto legal! Não fosse tal comparação, eu até deixaria Gondim em paz com seus pensamentos inconsistentes, mas acho que agora chegou o momento de uma resposta. É claro que ele andou escrevendo vários textos estranhos e polêmicos ultimamente, porém deixarei para irmãos em Cristo mais experientes o dever de refutá-los.

Portanto, mencionarei os argumentos esquerdistas de Gondim contra a defesa pessoal e logo em seguida respostas minhas e do irmão Marcos Grillo.

Argumento de Ricardo Gondim: 1. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de citarem, em qualquer circunstância, os conceitos pacifistas de Jesus. Mateus 5.9: “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”. Mateus 26.52: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão”. Entenda-se por “pacifismo” a ideologia, ou o sistema de crença, que sustenta a imoralidade de machucar ou matar alguém, para conseguir o que se quer. Os pacifistas acreditam que bons fins não podem justificar a morte. Igualmente, seu entendimento de causa e efeito é de que bons fins crescem de bons meios, assim como um bom poema é composto de boas palavras. Os pacifistas acreditam que tanto a moralidade quanto o bom senso requerem que “vivamos as mudanças que queremos ver”. Lucas 6.29: “Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica”.
Resposta de Julio Severo: Eu não sei o que você faz, mas quando a filha de um evangélico progressista é estuprada, ele dá a outra também ao estuprador. Se o bandido vem para matar a esposa, o evangélico progressista também oferece os filhos. Ou se você acha esse raciocínio extravagante, então apenas consideremos que por amor à paz Gondim e todos os seus amigos esquerdistas suportam processos e injustiças sem nunca recorrer a um advogado! Se um bandido invadir sua casa, evidentemente ele jamais chamará a polícia. É claro que seria uma bênção o bandido voltar depois arrependido trazendo nos braços os produtos roubados, e esperemos que Gondim venha algum dia a adquirir fé suficiente para que o final de seus encontros com bandidos sempre seja assim! Não há dúvida nenhuma de que Jesus é um pacifista por excelência. Aliás, ele é o Príncipe da Paz. Contudo, a luta pela paz também envolve guerras, como o próprio Jesus vai demonstrar no final desta era. O conceito de paz na Bíblia envolve equilíbrio e bom senso. Ninguém em todo o universo é mais a favor da paz do que o Senhor Jesus. Contudo, para os que recusam terminantemente sua paz, o Senhor Jesus fará guerra, como confirma o Novo Testamento: “Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é Palavra de Deus. Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. ‘Ele as governará com cetro de ferro’. Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. (Apocalipse 19:11-16 NVI, o destaque é meu.) Embora seja campeão da paz, Jesus também sabe julgar e guerrear com justiça. Guerrear, se Gondim não sabe, é fazer guerra. Como Jesus, eu também sou a favor da paz e contra a guerra. Mas se houver guerra, temos a obrigação de usar o bom senso. Davi também era um homem de paz, e ele próprio declara: “Quando falo de paz, eles falam a favor de guerra.” (Salmos 120:7 NTLH) Mas as necessidades da vida tornavam necessário o uso da força. O próprio Jesus declarou: “Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada.” (Mateus 10:34 NTLH) Na mentalidade de Gondim, que segue Gandhi, Jesus jamais recorreria à guerra. Mas Jesus não é adepto de Gandhi, nem de Gondim! Quanto ao fato de que Jesus mandou Pedro guardar a espada, não foi uma ordem eterna, mas uma direção importante para o momento em que ele estava sendo preso. Pedro queria usar a espada para defender o Senhor Jesus, que é Deus! Nós, seres humanos, precisamos nos alimentar e nos proteger, porém ninguém pode alimentar e proteger a Deus! Mas Jesus não mandou o centurião romano guardar a espada (Mateus 8:5-13) e Pedro, em Atos 10, também não mandou outro centurião romano guardar a espada. Davi utilizou a espada, assim como milhares de outros servos de Deus, e ele não morreu pela espada. Na passagem em que Jesus orientou Pedro a guardar a espada, a orientação era para aquele momento definido, significando que Pedro deveria ficar com sua espada, mas sem usá-la naquela ocasião. Não era uma ordem eterna e universal. Além disso, a recomendação de Jesus foi para Pedro apenas guardar, não jogar fora, sua espada. Jesus também havia orientado um jovem rico a entregar todas as suas riquezas aos pobres (Lucas 18:18-23). Se essa orientação fosse eterna e universal, todos os cristãos ricos — inclusive alguns verdadeiros impérios cristãos — deveriam entregar todas as suas riquezas aos pobres. Mas mesmo que essas duas orientações fossem realmente mandamentos eternos e universais, eu não veria problema algum, pois eu estaria completamente isento: Não tenho nem nunca tive riquezas nem armas!

Argumento de Ricardo Gondim: 2. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de afirmarem que crêem na teologia paulina de que o testemunho cristão não se molda à cultura de violência do mundo. Romanos 12.21: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”. 

Resposta de Julio Severo: Gondim acha que todas as armas nas mãos de pessoas que não são assassinas nem criminosas levam ao crime. Então, seguindo esse raciocínio todas as armas nas mãos da polícia e do exército levam ao crime. Assim, todos — cidadãos, policiais e militares — devem ser desarmados, para que somente os bandidos andem a vontade? É isso mesmo o que Gondim quer? É inegável que há um grande número de acidentes fatais de estrada provocados por motoristas embriagados. Vamos então proibir o uso de veículos, em vez de apoiar leis que castiguem os alcoólatras? É preciso mencionar também que muitos assassinatos são cometidos com o uso da faca. Devemos então desarmar toda a população de todo tipo de faca? E as situações em que pessoas são mortas a socos e pontapés? Haverá a necessidade de estabelecer leis que obriguem a amputação de toda a população? Teremos então uma sociedade sem armas, sem facas, sem carros e cheia de pessoas sem mãos e pés! Mas essa não é a solução. Em situações de emergência, o cristão deve agir com força, não covardia. Se ele vir um criminoso estuprando uma menininha, será que ele, como quer Gondim, imitará Gandhi e se limitará a fazer apenas uma oração para que o estuprador poupe sua vítima ou pelo menos que não judie muito dela? É um grande dilema para o “pacifista” esquerdista, pois se ele utilizar a força, estará violando seus conceitos “pacifistas”; se não a usar, a vítima inocente não terá esperança alguma. Mas o cristão sincero não é obrigado a seguir essa covardia pacifista. Milhões de cristãos participaram da luta armada para deter o ditador Adolf Hitler, e muitos cristãos que não serviram como soldados mantinham-se em constante oração para que as tropas armadas vencessem Hitler. Até mesmo o Pr. Dietrich Bonhoeffer, morto em campo de concentração nazista, era membro de um movimento armado secreto na Alemanha que queria matar Hitler. Pelo visto, Gondim levaria flores para Hitler!


Argumento de Ricardo Gondim: 3. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de alardearem que admiram os posicionamentos de Gandhi ou Martin Luther King. Gandhi: “O que se obtém com violência, só pode ser mantido com violência”. Martin Luther King: “O homem nasceu na barbárie, quando matar seu semelhante era uma condição normal de sua existência. Nasceu-lhe uma consciência. Agora é chegado o dia em que a violência contra um ser humano deve tornar-se tão horrorosa como comer a sua carne.”
Resposta de Marcos Grillo: Que cristão está interessado em “alardear que admira os posicionamentos de Gandhi ou Martin Luther King”? Não temos nenhum compromisso com esses senhores, nem temos a obrigação de lhes prestar reverência. Nosso mestre e referencial último é Jesus Cristo, e quem tem Jesus não tem nenhuma necessidade de “alardear” que “admira” Gandhi, Luther King ou quem quer que seja, nem está preocupado em parecer elegante citando esses ícones do pacifismo. Quanto à frase de Gandhi, basta lembrar que o uso da força militar por parte do Estado é um princípio básico da ordem social, sem o qual a barbárie seria inevitável (e a paz, impossível). E com relação à citação de Luther King, cabe reiterar que não se trata de apelar para a violência gratuitamente, mas sim como um recurso último e inevitável. No caso do voto no “não”, tratou-se de preservar um direito elementar de todo cidadão, que é o de poder adquirir e usar uma arma para proteger a si, a sua família e o seu patrimônio, se assim julgar conveniente e necessário.
Resposta de Julio Severo: A apelação de Gondim é tanta que até parece que o principal sonho da vida dele é ver toda a população brasileira sem nenhum tipo de arma para defesa. Meu desejo para o Brasil é ver todos os brasileiros aos pés do Senhor Jesus! Mas se Gondim quer ser criativamente profético, por que ele não vê em seus sonhos todos os traficantes do Rio sem nenhum fuzil nas mãos? Por que ele não vê em seus sonhos Fidel Castro e seus homens fortes sem nenhuma arma para agredir a indefesa população cubana? Se ele quiser, posso dar a ele uma lista tão grande de outros alvos importantes para legítimo desarmamento que não lhe sobrará mais tempo algum na vida para se ocupar escrevendo textos inúteis. Quanto a Martin Luther King, será que podemos considerar como bom exemplo um homem que era pastor evangélico mas que se envolvia com prostitutas? É confiável o caráter de um pastor conhecido por levar uma vida dupla recheada de imoralidade? A Bíblia chama tal falta de caráter de hipocrisia. É nesse tipo de gente que Gondim se espelha? Se nem em King podemos confiar, muito menos em Gandhi! Mas graças a Deus, podemos confiar e nos espelhar em Jesus, pois ele é perfeito!


Argumento de Ricardo Gondim: 4. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de se posicionarem contra o argumento das mulheres que defendem o aborto alegando que o governo não tem o direito de legislar sobre seu corpo. Milhões de cristãos evangélicos defenderam o direito de se portar armas usando exatamente este argumento: seus direitos constitucionais seriam invadidos pelo governo. Ouviu-se repetidamente que os evangélicos não apoiavam o uso de armas de fogo, porém defendiam o “direito” dos outros cidadãos de comprarem pistolas, revólveres e rifles.
Resposta de Marcos Grillo: Acontece que o argumento segundo o qual a proibição do aborto fere um “direito” da mulher é simplesmente inadmissível, pelo simples fato de que o que está em jogo não é o corpo da mulher, e sim o ser humano que ela carrega em seu ventre, o qual tem constitucional, ética e moralmente os mesmos direitos de sua genitora (inclusive o direito à vida). Cabe ao governo garantir os direitos de todos os indivíduos, o que inclui os nascituros, e não sobrepor o suposto “direito” da mulher sobre o seu corpo (como se o feto não passasse de uma “parte” do corpo da mulher, ou um “invasor”) ao direito do feto à vida.
Resposta de Julio Severo: Gondim vê o uso de arma para defesa pessoal como instrumento exclusivo para matar. Nunca lhe ocorre à mente que o homem ou mulher que quer defender sua família de um bandido agressor não precisa necessariamente apontar a arma diretamente para o coração ou para o meio da cabeça do criminoso. Pode-se se for possível acertar o pé ou outro membro, a fim de que o agressor seja imobilizado em sua violência. A arma, no Brasil, é sinônimo exclusivo de morte apenas no caso de criminosos assassinos. Nos governos comunistas, a arma também é sinônima de morte. Mas para a população que tem o direito de se defender contra criminosos fortemente armados, a arma tem apenas a função de defesa. Por isso, não dá para entender a histeria de Gondim. Se ele é realmente contra o uso violento e injusto das armas, dou todo meu apoio a ele e incentivo-o a ir para Cuba pregar lá seu pacifismo e desarmamento para os agressores comunistas. Ou então que ele visite as favelas do Rio e São Paulo e pregue para os traficantes de fuzil seu evangelho do desarmamento. Quanto ao aborto e o direito de uso de arma para defesa pessoal, não há comparação legítima alguma. Quem utiliza uma arma para defender sua família está armado contra violências e agressões letais de criminosos, não para atacar crianças inocentes. No caso de mães grávidas que querem abortar, a criança a ser abortada não agrediu ninguém e não ameaçou a vida de ninguém. Ou o sr. Gondim enxerga todas as crianças como criminosas ou então ele vê todos os assassinos como se fossem tão inocentes quanto um bebê na barriga da mãe. Será que para ele acertar um perigoso assassino equivale a abortar uma criança inocente? A lógica de Gondim não tem lógica nenhuma! Na Bíblia, como em toda sociedade com liberdade e ordem, a defesa pessoal armada era permitida e o aborto era proibido. Mas agora Gondim, em seu jogo sujo, é frio e cruel: Se você quiser o direito legal de utilizar uma arma para defender sua família contra um criminoso armado então você deverá dar “igual” direito à mulher que quer abortar seu bebê inocente! Só gostaria de saber de uma coisa: De onde é que Gondim recebeu tal inspiração? Se o sr. Gondim é realmente um pacifista nato, então faça seus manifestos entre seus amigos esquerdistas do Brasil, que são campeões na luta pela legalização do aborto. Faça também manifestos entre seus amigos esquerdistas da China e Cuba, que mantêm suas populações indefesas e desarmadas a fim de agredi-las selvagemente.

Argumento de Ricardo Gondim: 5. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de orarem pedindo proteção divina. Não há necessidade de se buscar proteção divina quando se podem usar armas. É esquisito sair de casa com um trinta e oito na cintura e ainda assim citar textos como o Salmo 91: “Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio’”.
Resposta de Julio Severo: A vasta maioria dos Salmos foi escrita por Davi, que pedia proteção e ajuda a Deus. Mas ele também fazia sua parte: ele utilizava normalmente uma espada, que era uma arma mortal equivalente a um rifle militar hoje. Quando o Senhor Jesus nos orientou a orar pedindo “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”, ele não quis dizer que devemos cruzar os braços e deixar somente Deus fazer a parte dele. Como no caso de Davi, precisamos fazer a nossa parte, tanto para alimentação quanto para a defesa de nossas famílias. Quando Deus enviou o Apóstolo Pedro para levar o Evangelho ao centurião romano, Deus em nenhum momento condenou o centurião, que era um homem armado que comandava muitos soldados armados. Deus não ordenou que Pedro incentivasse o militar romano a se desarmar. (Confira Atos 10) Eu confio no Senhor Jesus e nunca toquei numa arma em toda a minha vida. Mas conheço as Escrituras o suficiente para saber entender que só porque eu não utilizo uma arma não posso condenar quem precisa utilizá-la. Aliás, há ocasiões e situações em que seu uso é necessário. Mas os comunistas não pensam assim. Para eles, a população deve permanecer eternamente desarmada diante de suas tiranias, sem mencionar que eles não dão o mínimo valor a Deus e sua bondade. Acredite se quiser, o Partido Comunista do Brasil teve o descaramento de fazer campanha para que, no referendo, a população votasse com o governo petista a favor do desarmamento da população. Tudo o que Gondim conseguiu fazer foi imitar os comunistas que, no Brasil, são “pacíficos” como as “ovelhas”, mas na China e outros lugares, verdadeiros lobos! No Brasil, eles também são lobos, mas pelo menos usam disfarce. Na China, Cuba e Coréia do Norte os lobos têm uma vantagem: eles não têm o trabalho de fingir que são ovelhas…
Resposta de Marcos Grillo: Quanta hipocrisia! Cabe perguntar novamente a Gondim se ele dispensa a proteção da polícia em seu bairro, cidade ou estado. Ademais, quem votou “não” votou na preservação do direito de adquirir arma e munições para uso residencial, e não no direito de “sair de casa com um trinta e oito na cintura”, o qual já foi cassado com a promulgação do chamado Estatuto do Desarmamento (que proíbe o porte de arma ao cidadão comum).Argumento de Ricardo Gondim: 6. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de criticarem os gastos militares globais.
Resposta de Marcos Grillo: Quantos sofismas! Em primeiro lugar, como eu já disse, quem votou “não” votou simplesmente na preservação do direito de adquirir arma e munições para uso residencial, e contra uma medida demagógica e absolutamente inútil, uma vez que não acabaria com o comércio ilegal de armas, pelo contrário, aumenta-lo-ia, além de extinguir a possibilidade de um cidadão ter uma arma para prover sua segurança em locais e circunstâncias em que o Estado não chega ou simplesmente não existe. Ademais, a desproporção entre as despesas com armamentos e os gastos com problemas de ordem social é uma outra questão, muito mais complexa do que supõem os pacifistas mais ingênuos (perdoem-me a redundância). Há países cujos governantes propõem o desarmamento civil e dizem defender a paz, mas na realidade os seus gastos com armamentos não param de crescer, tais como Cuba, Venezuela, China e outros. Ora, se esses países não diminuem seus gastos com armas, por que os EUA e outros países deveriam fazê-lo? Trata-se, enfim, de uma questão complexa, que envolve intrincadas relações internacionais, e fazer referência a essa questão para acusar os não-pacifistas é pura falácia.

Argumento de Ricardo Gondim: 7. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de afirmarem que são cidadãos de outro reino. O reino de Jesus não é deste mundo nem as armas de sua milícia, carnais. Os cristãos deveriam se sentir responsáveis por disseminar o que promove a paz, e nunca o que gera morte. João 18.36: “O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui”. 2 Coríntios 10.4: “As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas”. Talvez o referendo sobre o comércio de armas não fosse suficiente para resolver os impasses gerados pela violência urbana que se instalou no Brasil. Ele pode até ter sido convocado para camuflar a falta de uma política de segurança pública. Se o Sim fosse aprovado, talvez as cidades continuassem perigosíssimas. Mas ele serviu o bastante para se perceber o quanto os evangélicos ainda precisam amadurecer em cidadania e a dificuldade em aplicar no cotidiano princípios em que imaginam acreditar, bem como que precisam aprender que o seu papel é caminhar na contracultura. Soli Deo Gloria.
Resposta de Julio Severo: Se Gondim realmente acredita que nossas armas não são carnais, mas espirituais, por que então ele rotineiramente troca o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo por uma mensagem marxista com enfeites cristãos? Por que ele apoiou tanto Lula e o PT nas eleições presidenciais de 2002? Por que ele mesmo não deu o exemplo e optou por armas espirituais? Por que ele está tão revoltado com o resultado do referendo imposto pelo governo petista? É mais fácil atacar os outros do que fazer uma profunda avaliação de si mesmo? Vamos então aplicar, de acordo com o que Gondim quer, o argumento de que somos cidadãos de outro reino. Cidadãos de outro reino não apóiam Lula para presidente, mas apenas Jesus. Cidadãos de outro reino não chamam os bombeiros na eventualidade de um incêndio: eles chamam os anjos. Cidadãos de outro reino não votam nem participam de nenhuma atividade social, pois eles não têm nada a ver com este mundo. Cidadãos de outro reino não trabalham como deputados, vereadores, juizes e advogados, pois essas atividades estão intimamente ligadas com este mundo. Cidadãos de outro reino se ocupam mais com Jesus do que com ideologias espiritualmente inúteis e nocivas como o socialismo, pois o Evangelho está infinitamente acima do socialismo. Cidadãos de outro reino não se envolveriam apaixonadamente no referendo de proibição da defesa pessoal armada. Se Gondim se considera cidadão de outro reino, conforme sua própria interpretação, por que ele está tão preocupado e descontente com os resultados do referendo? Quer dizer que se os resultados tivessem sido o que seus sentimentos esquerdistas estavam desejando, aí ele iria escrever um elogio aos evangélicos que apoiaram o governo petista a desarmar a população civil? Gondim poderia ter utilizado sua habilidade de escritor evangélico para tratar de um assunto “do outro reino”, de interesse e edificação para os evangélicos. Contudo, ele preferiu tratar de um tema social a partir de um ponto de vista que promove não o bem-estar espiritual do povo de Deus, mas apenas o crescimento da ideologia esquerdista no meio evangélico. Ah, que ele amasse realmente o Evangelho de Jesus Cristo do jeito que ele ama o Evangelho de Karl Marx! Se ele de fato tivesse amor ao verdadeiro Evangelho, ele não teria tempo nem interesse em defender argumentos favorecendo a ideologia esquerdista. Por isso, em vez de gastarmos nossas energias em campanhas para desarmar a população civil inocente, que precisa se defender, deveríamos — se realmente tivermos tempo para essa questão — apenas apoiar todo esforço do governo para desarmar e punir a população criminosa, que utiliza suas potentes armas contrabandeadas para atacar a população inocente. A situação de violência hoje no Brasil é tanta que a própria polícia se acha sem meios de se defender, contratando empresas particulares para fazer a segurança de suas próprias delegacias! Eu vi em pessoa uma delegacia da polícia federal no Estado de São Paulo que era protegida por uma empresa particular. Quem então protegerá a população, se nem a própria polícia se sente segura? Mais do que nunca no Brasil, cada cidadão honesto precisa ter garantido seu direito natural de ter os meios para se defender. Se Gondim quisesse fazer uma campanha para desarmar a população criminosa, com muita alegria eu o apoiaria, pois se o governo realmente conseguir desarmar todos os bandidos, os cidadãos terão mais liberdade e menos medo de continuar vivendo suas vidas normais. Mas essa não parece ser a proposta de Gondim. Aliás, Gondim anda com idéias estranhas. Ele criou recentemente um controverso blog em homenagem a “Outro Deus” e teve rapidamente de desistir dessa aventura, por causa da repercussão negativa. Muitos internautas não estavam entendendo que “outro deus” é esse que ele estava tentando apresentar ou defender — principalmente porque esse estranho deus não tinha semelhança genuína com o único Deus verdadeiro. E, como não poderia deixar de ser, o controverso blog mencionava positivamente Karl Marx — que não é um fenômeno raro entre os esquerdistas. Assim, já não se sabe a quem realmente Gondim sempre dá seu Soli Deo Gloria.


Fonte: www.juliosevero.com.br